Cantor e ativista Bob Geldof acusa Aung San Suu Kyi de "limpeza étnica"

Dublin, 13 Nov 2017 (AFP) - O cantor irlandês Bob Geldof devolverá nesta segunda-feira uma condecoração da cidade de Dublin que também foi recebida por Aung San Suu Kyi, em protesto pela "limpeza étnica" que, em sua opinião, a líder birmanesa realiza contra a minoria rohingya.

"Não desejo estar associado de nenhuma maneira com uma pessoa implicada atualmente na maciça limpeza étnica do povo rohingya", afirma em um comunicado.

O cantor comparecerá nesta segunda-feira à prefeitura da cidade para devolver a condecoração "Freedom of the City of Dublin", que a capital irlandesa concedeu a ele em 2005 - e em 1999 a Aung San Suu Kyi.

A dirigente birmanesa, prêmio Nobel da Paz, é muito criticada por sua falta de empatia com a minoria muçulmana dos rohingyas, uma das mais perseguidas do mundo.

Quase 900.000 rohingyas estão atualmente em condições insalubres em acampamentos no sul de Bangladesh. No fim de agosto, mais de 600.000 fugiram de Mianmar.

Bob Geldof, cantor e ativista, se tornou conhecido em todo o planeta com a campanha Band Aid, criada em 1984 para arrecadar dinheiro para ajudar a população na Etiópia, dizimada pela fome.

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