Crimes racistas nos EUA cresceram perto da campanha presidencial de 2016

Washington, 13 Nov 2017 (AFP) - Os Estados Unidos registraram um expressivo aumento dos crimes e delitos de caráter racista ou dirigidos a um determinado grupo social, no período próximo à campanha presidencial que levou a eleição de Donald Trump em 2016, revelou a polícia federal nesta segunda-feira (13).

Segundo um relatório anual do FBI, as infrações motivadas por um preconceito em relação a uma comunidade étnica, religiosa, sexual ou outra, aumentaram em torno 5% em 2016 em relação a 2015, passando de 5.850 para 6.121.

Caso se considere somente o quarto trimestre (outubro-dezembro) de 2016, ou seja, o período da eleição presidencial de 8 de novembro, o aumento chega a ser de aproximadamente 26%.

Seis em cada dez vítimas foram escolhidas por sua raça. Os crimes motivados pelo ódio contra uma religião também aumentaram em 2016, principalmente aqueles contra judeus e muçulmanos.

"Ninguém deveria temer ser violentamente atacado por (ser) quem é ou por aquilo que acredita ou gosta", disse o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, em um comunicado.

Trump liderou uma campanha presidencial populista, alimentando o medo ao estrangeiro e vinculando constantemente a criminalidade às minorias e à imigração. Ele também foi criticado por incentivar grupos de extrema direita e favorecer as tensões raciais no país.

Nos Estados Unidos, os crimes de ódio agrupam toda uma série de infrações criminais que vão de insultos a homicídios, passando por agressões e assédio.

As vítimas têm em comum o pertencimento, ou suposto pertencimento, a um grupo racial ou uma religião, sua identidade sexual ou algum tipo de deficiência.

Os atos considerados particularmente de ódio são investigados por jurisdições federais como delitos e crimes acompanhados de circunstâncias agravantes, o que endurece potencialmente as penas impostas.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos