Ex-presidente peruano Alan García diz que Odebrecht o isenta de subornos

Lima, 13 Nov 2017 (AFP) - O ex-presidente peruano Alan García insistiu na segunda-feira (13) que nunca recebeu dinheiro do empresário Marcelo Odebrecht, que está preso. Para o ex-presidente isso ficaria demonstrado em um interrogatório feito por procuradores ao empresário na prisão em Curitiba.

"Outros se vendem. Eu não. Confirmado, tal como disse. Nenhuma sigla 'AG' da agenda Odebrecht menciona pagamento de propinas e subornos. Comprove você mesmo", escreveu García em uma série de mensagens em sua conta do Twitter.

Na semana passada, o jornal El Comercio informou que, em recentes declarações a procuradores peruanos que investigam líderes políticos, Marcelo Odebrecht admitiu ter dado dinheiro para a campanha presidencial de Keiko Fujimori em 2011.

No caso das misteriosas iniciais 'AG', que aparecem várias vezes em documentos da Odebrecht, segundo o jornal La República, o empresário admitiu que em uma ocasião se refere a García.

"Lhe perguntaram por dois 'AG'. Ele disse que uma é a empresa (construtora) Andrade Gutierrez. Sobre o outro disse que o Presidente (ele) tinha interesse na execução do gasoduto. Nada de propinas", ressaltou García, em referência às declarações de Odebrecht vazadas pela imprensa.

Até agora no Peru, os ex-presidentes Alejandro Toledo(2001-2006) e Ollanta Humala (2011-2016), foram acusados de receber dinheiro da Odebrecht. Toledo está foragido nos Estados Unidos, e Humala cumpre prisão preventiva de 18 meses.

No caso de García, alguns funcionários de seu segundo governo estão presos como parte de uma investigação por supostos subornos.

García pediu à procuradoria que rompa o sigilo e divulgue a declaração, que considera "de grande interesse nacional". "Ocultá-la é manipulação ou acobertamento", disse.

Keiko Fujimori garantiu na sexta-feira que jamais recebeu dinheiro da Odebrecht, en respuesta a lo publicado por El Comercio. "Me comuniquei com minha defesa legal e confirmei que o que apontaram é falso. Está claro que não conheço o senhor Odebrecht. Está claro que não financiou nossas campanhas e que nunca se reuniu comigo", afirmou Fujimori em um vídeo.

O Ministério Público enviou ao Peru nas últimas semanas anotações encontradas no celular de Marcelo Odebrecht com a frase "aumentar Keiko para 500 e eu fazer visita", no que seria uma referência à ex-candidata presidencial em 2011 e 2016.

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