Síria: bombardeios em zona de distensão matam ao menos 53 civis (OSDH)

Beirute, 13 Nov 2017 (AFP) - Pelo menos 53 civis morreram nesta segunda-feira (13) em ataques aéreos contra um mercado de uma localidade rebelde em uma zona de distensão do norte da Síria, anunciou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Cinco crianças estavam entre as vítimas na cidade de Atareb, indicou a ONG, que não pôde informar se os bombardeios foram lançados por aviões da Força Aérea do governo Bashar al-Assad, ou por seu aliado russo.

As fontes do OSDH identificam os autores dos bombardeios em função do tipo de avião, sua localização e a munição usada.

O balanço anterior da mesma organização era de 29 mortos.

No oeste da província de Aleppo e nas mãos de vários grupos rebeldes, Atareb sofreu três bombardeios aéreos, afirmou o OSDH, alertando que o balanço de vítimas fatais pode subir pelo estado grave dos feridos.

Depois dos ataques, um fotógrafo que colabora com a AFP informou sobre cenas de pânico entre os habitantes que tentavam retirar os feridos do local.

A destruição foi enorme. Entre os escombros, membros da proteção civil se juntaram aos moradores para tentar socorrer as vítimas.

Em outro lugar, entre corpos enfileirados no chão, o fotógrafo viu os corpos parcialmente cobertos de três crianças, com os rostos sujos de sangue.

No mercado, outros habitantes, visivelmente consternados, permaneciam na frente das barracas de frutas e verduras, cobertas de poeira.

Foram instauradas quatro zonas de distensão em várias regiões da Síria, onde, em princípio, as forças do governo e os rebeldes devem cumprir um cessar-fogo.

Uma dessas zonas inclui a província de Idlib, a única do noroeste sírio não controlada pelo governo, assim como uma parte das províncias vizinhas de Hama (centro), Aleppo (norte) e Latakia (oeste).

O conflito na Síria, que começou com manifestações reprimidas pelo regime, virou uma guerra com múltiplos atores estrangeiros.

Mais de 330 mil pessoas morreram, e milhões de sírios se viram obrigados a abandonarem suas casas desde o início do conflito no país.

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