Trump: 'perversa ditadura' norte-coreana não pode chantagear o mundo

Washington, 16 Nov 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta quarta-feira (15) a Coreia do Norte de que a comunidade internacional não está disposta a aceitar uma "chantagem nuclear" e comprometeu-se a exercer "pressão máxima" sobre este país, inclusive com a ajuda da China.

"Deixei claro que não aceitaremos que esta ditadura perversa tome o mundo como refém com uma chantagem nuclear", disse Trump em Washington, em relação ao governo de Kim Jon-un, empenhado em ampliar sua capacidade militar estratégica om armas atômicas.

Durante um discurso lido na Casa Branca no retorno de seu giro de nove dias por países da Ásia, Trump afirmou que o líder chinês, Xi Jinping, comprometeu-se a usar a influência de seu país sobre o governo de Pyongyang.

"O presidente Xi reconhece que a Coreia do Norte é uma grande ameaça para a China", declarou.

Trump disse, ainda, ter feito "um chamado a cada nação, inclusive à China e à Rússia, para nos unirmos para isolar o regime norte-coreano".

"Temos que desnuclearizar a Coreia do Norte", afirmou.

Em seu discurso, interrompido várias vezes para beber água, Trump insistiu em que tanto ele quanto sua delegação foram tratados com respeito por todos os interlocutores durante a viagem.

"Em cada lugar que fomos, nossos anfitriões receberam a delegação americana e a mim mesmo com um calor humano e uma hospitalidade incrível, e ainda mais importante, com respeito", relatou o presidente.

- Comércio justo e recíproco -O presidente também afirmou que em cada escala, uma parte importante da agenda esteve dedicada às trocas comerciais.

Neste giro, disse, "anunciei que os Estados Unidos estão prontos para fazer acordos bilaterais com cada nação da região que queira ser nosso associado em um comércio justo e recíproco".

Washington, afirmou o presidente, "nunca mais vai olhar para o lado diante de abusos de comércio, de armadilhas ou de agressão econômica" por parte de países que "professam a crença no comércio aberto, mas que não seguem suas regras".

Trump insistiu, perante seus interlocutores, sobre a necessidade de que as trocas comerciais sejam justas e recíprocas, como alerta contra qualquer país que se proponha a "romper as regras e iniciar uma agressão econômica".

Os Estados Unidos "estão aqui para competir e fazer negócios e defender nossos valores e nossa segurança", expressou.

Neste cenário, Washington adotará as "ações necessárias" para alcançar acordos comerciais justos "que os Estados Unidos ofereceram ao resto do mundo durante décadas".

No entanto, a felicidade de Trump com os resultados de sua viagem não foi unânime.

O senador Edward Markey, do partido democrata, disse que o presidente concluiu um enorme giro "sem resultados significativos" em assuntos de importância fundamental, como economia e segurança.

"Ao invés de reforçar uma mensagem junto a Japão e Coreia do Sul sobre a importância de uma unidade trilateral, Trump tuitou sobre como se esforçou em ser um amigo da Coreia do Norte e chamou Kim Jong-un de 'baixinho e gordo'", disse Markey, sem omitir a ironia.

- A vingança da garrafa d'água -O discurso de Trump também foi marcado pelas pausas para beber água diretamente de uma garrafa.

Em 2013, durante mensagem à nação, o senador Marco Rubio havia interrompido o discurso para beber água de uma garrafa. O gesto despertou a ira de Trump, que recorreu ao Twitter para criticar seu adversário nas primárias republicanas por não usar um copo.

"Teria menos impacto negativo", escreveu Trump na ocasião, sem saber que nesta quarta-feira seria vítima do mesmo acesso de sede repentina em meio a um discurso.

"Ajudem, preciso de água!", disse Trump em uma das interrupções, para em seguida jogar a garrafa de plástico a um lado.

Rubio usou a rede social para criticar o estilo do presidente. Se deve beber "em um único gesto e sem desviar os olhos da câmera. Mas não foi mal para uma primeira vez", ironizou o senador.

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