Pobreza extrema caiu mais da metade no Paraguai, diz presidente

Asunción, 16 Nov 2017 (AFP) - O presidente Horacio Cartes assegurou que a pobreza extrema no Paraguai retrocedeu mais de 50% nos últimos cinco anos, em uma mensagem lida nesta quinta-feira (16) na abertura de uma conferência sobre sistemas de proteção social inclusivos na América Latina e Caribe.

"O Paraguai reduziu a pobreza extrema em mais de 50% nos últimos cinco anos, de acordo com nossa linha de pobreza nacional, que é mais exigente do que a utilizada mundialmente nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", destacou o chefe de Estado, no poder desde 2013.

No Paraguai, com sete milhões de habitantes, a pobreza extrema se situou em 5,4% em 2016 e a pobreza total em 28,8%, segundo cifras oficiais.

No fórum, realizado pela Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE), da qual o Paraguai é associado há um ano, Cartes afirmou que também reduziu a pobreza total em mais de 50% nos últimos 14 anos.

"A desigualdade de renda, medida pelo Coeficiente de Gini, mostra uma clara tendência decrescente nas últimas décadas", enfatizou o presidente.

Cartes disse que seu país vive um processo de crescimento econômico e estabilidade de preços com características nunca antes vistas.

"Apesar da situação regional, conseguimos um crescimento entre os mais altos da América do Sul e o fizemos com sólidos fundamentos macroeconômicos: inflação controlada, dívida pública moderada e balança exterior com superávit", explicou.

O crescimento do PIB do Paraguai foi estimado em 4,2% pelo Banco Central em 2017 e em 4% para 2018, entre os mais altos da região.

"Precisamos de ações públicas eficientes que protejam e promovam diretamente os mais vulneráveis sem arriscar o entorno econômico", disse Cartes enquanto ponderava sua política de "altos padrões de transparência" com base em sistemas de controle.

Gabriela Ramos, diretora de Gabinete da OCDE, comentou com a AFP que o Paraguai desenvolveu programas que tiveram impactos positivos na redução da pobreza e, portanto, na redução da desigualdade.

"A questão é que isso deve ser feito lado a lado com a construção de um crescimento muito mais inclusivo, porque a desigualdade ainda é grande", observou.

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