Advogado chinês de direitos humanos é condenado a dois anos de prisão

Pequim, 21 Nov 2017 (AFP) - Um advogado chinês defensor dos direitos humanos foi condenado nesta terça-feira a dois anos de prisão por "incitação à subversão" em uma nova mostra o endurecimento das autoridades de Pequim contra os críticos ao regime.

Jiang Tianyong, de 46 anos, cuidou no passado de diversos casos polêmicos, como os membros da seita proibida Falun Gong, militantes tibetanos ou vítimas de leite contaminado em 2008.

Sua licença foi retirada em 2009 e ele desapareceu repentinamente em novembro de 2016 em uma viagem de Pequim para Changsha, cidade para onde se dirigia para investigar sobre o advogado detido Xie Yang, especializado também em direitos humanos.

Em um processo que a organização Anistia Internacional classificou de "simulacro", o tribunal declarou Jiang Tianyong culpado "de incitação à subversão" e de difamação do governo. O juiz reprovou suas viagens para o exterior e o acusou de estar "influenciado por forças anti-chinesas".

Para William Nee, da Anistia Internacional, o veredito é um "exemplo perfeito da perseguição sistemática" aos defensores dos direitos civis imposta desde a chegada ao poder do presidente Xi Jinping, em 2012.

rld-jug/ehl/bar/sr/ra/cc

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos