Armas químicas: Moscou descarta retomar investigação sobre a Síria

Nações Unidas, Estados Unidos, 21 Nov 2017 (AFP) - A Rússia descartou qualquer iniciativa ocidental de continuar com as investigações internacionais sobre o uso de armas químicas na Síria, em um momento em que o presidente russo, Vladimir Putin, recebia seu contraparte sírio, Bashar al-Assad, de acordo com diplomatas.

Durante consultas celebradas na noite de segunda-feira (20), a Rússia "fechou definitivamente o caixão" do chamado JIM, grupo de especialistas da ONU e da OIAC (Organização para a Proibição de Armas Químicas), ao rejeitar uma iniciativa da Suécia para prorrogar seu mandato, que expirou à meia-noite de quinta-feira, informou um dos diplomatas, que pediu para ter sua identidade preservada.

Na sexta-feira passada, a Rússia tinha vetado pela segunda vez em 24 horas um projeto de resolução para renovar o mandato do JIM (Mecanismo de Investigação Conjunta).

A Rússia criticou duramente o JIM por responsabilizar, em seu último relatório, a força aérea síria pelo ataque com gás sarin contra a localidade opositora de Khan Sheikhun, em 4 de abril, que deixou mais de 80 mortos e chamou atenção da comunidade internacional pelas imagens que circularam de cadáveres de crianças.

Em outros informes publicados no passado, o painel investigador determinou que as forças governamentais sírias realizaram ataques com cloro em três povoados em 2014 e 2015, e que o grupo extremista Estado Islâmico usou gás sarin em 2015.

A impossibilidade de salvar o JIM no Conselho de Segurança ocorreu semanas antes de a ONU lançar, em 28 de novembro, uma nova rodada de negociações em Genebra para encontrar uma solução diplomática aos seis anos de guerra síria, que deixou mais de 300.000 mortos.

Putin, por sua vez, informou ao presidente Donald Trump "sobre os principais resultados do encontro com Assad, que ocorreu em 20 de novembro, no qual o líder sírio confirmou seu compromisso com o processo político (e) com realizar uma reforma constitucional e eleições presidenciais e parlamentares", anunciou o Kremlin sobre a reunião celebrada pelos dois dirigentes em Sochi (sudoeste da Rússia).

Durante a conversa com Trump, Putin destacou a "necessidade de manter intactas a soberania da Síria, sua independência e sua integridade territorial", acrescentou a Presidência russa.

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