Presidente demissionário da Federação Italiana de Futebol é acusado de assédio

Roma, 21 Nov 2017 (AFP) - Carlo Tavecchio, que na segunda-feira (20) pediu demissão da presidência da Federação Italiana de Futebol (FIGC), foi acusado de assédio sexual por uma dirigente da instituição em um depoimento publicado nesta terça-feira (21) no jornal Corriere della Sera.

A dirigente, que mantém o anonimato, conta que um dia entrou em seu escritório e Tavecchio a parabenizou por sua boa forma, sinal de uma vida sexual ativa, segundo suas palavras. Depois pediu para tocar em seus seios.

"Estava incomodada. Tentei pedir que parasse, mas como resposta ele fechou as janelas", conta Maria, nome com o qual a dirigente aparece no artigo.

Em seu depoimento, detalha que escolheu esta terça para revelar as ações - que aconteceram em vários episódios - por achar que Tavecchio terá um cargo de responsabilidade na liga de futebol depois de sua saída da federação.

"Quanto compreendi que a intenção de Tavecchio era ter outro cargo de responsabilidade, talvez à frente dos amadores, não tive dúvidas de que era hora de falar", explicou.

Nesta terça-feira, o acusado se limitou a negar as acusações contra ele e declarou à agência de notícias Ansa que tomará ações legais contra a dirigente.

Tavecchio, de 74 anos, foi eleito presidente da FIGC em agosto de 2014. Decidiu pedir demissão uma semana após a Itália ficar fora da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, durante a partida pela repescagem europeia contra a Suécia.

Em uma coletiva, Tavecchio, muito incomodado, lamentou ser o único do conselho federal a apresar a renúncia.

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