Cientistas descobrem 'coração' resiliente da Grande Barreira de Coral

Miami, 28 Nov 2017 (AFP) - A Grande Barreira de Coral australiana está em perigo devido às mudanças climáticas e ao branqueamento generalizado, mas cientistas disseram nesta terça-feira (28) que uma pequena porção pode ser resiliente o suficiente para manter o resto vivo.

Cerca de 3% da Grande Barreira, lar da maior coleção de recifes de corais do planeta, com 3.800 no total, já saiu relativamente ilesa de uma série de ameaças, como o aumento da temperatura das águas, a poluição, o branqueamento e doenças, disse o estudo publicado na revista científica PLOS Biology.

Se adequadamente protegidos, esses recifes poderiam fornecer larvas a quase metade (45%) de todo o ecossistema em apenas um ano, disse o estudo.

"Encontrar esses 100 recifes é um pouco como revelar o sistema cardiovascular da Grande Barreira de Coral", disse o coautor do estudo Peter Mumby, professor da Universidade de Queensland.

Diferentemente de muitos outros recifes, esses 100 não estão sendo devorados por coroas-de-espinhos, e estão localizados em áreas que lhes permitem enviar larvas de corais pelas correntes oceânicas, chegando a uma grande quantidade de recifes.

"A presença desses recifes bem conectados na Grande Barreira de Coral significa que todo o sistema de recifes de corais possui um nível de resiliência que pode ajudá-lo a se recuperar dos distúrbios", disse o coautor Karlo Hock, da Universidade de Queensland.

"Infelizmente, essas descobertas não sugerem que os corais da Grande Barreira de Coral estejam seguros e em boas condições, e que não há motivos de preocupação", acrescentou.

A Grande Barreira de Coral sofreu um branqueamento sem precedentes nos últimos dois anos, que devastou mais de dois terços dos recifes, segundo especialistas.

Muitos esforços estão em andamento para salvar os recifes, incluindo um projeto para transplantar larvas em áreas danificadas da barreira onde o fornecimento natural de larvas de corais foi reduzido ou eliminado.

Cientistas anunciaram na segunda-feira que esta abordagem mostrou algum sucesso, com o crescimento de novos corais oito meses após seu início.

Os corais são animais que se alimentam de algas e se tornam brancos quando são estressados por mudanças ambientais, como o aquecimento ou a poluição do oceano.

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