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Tiroteios nos EUA: USAF investiga falhas em relatórios

29/11/2017 00h05

Washington, 29 Nov 2017 (AFP) - A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) admitiu nesta terça-feira ter encontrado dezenas de falhas em relatórios de militares condenados, em uma avaliação feita após o tiroteio envolvendo um ex-militar que adquiriu armas quando não poderia.

Os relatórios são enviados às autoridades federais para impedir que militares condenados possam adquirir armas.

A investigação da USAF, que analisa cerca de 60 mil processos em cortes marciais, foi reforçada após Devin Kelley - que serviu em uma base aérea do Novo México - atirar dentro de uma igreja do Texas, no dia 5 de novembro, matando 26 pessoas.

Kelley havia sido expulso da Força Aérea após uma corte marcial condená-lo por violência doméstica contra sua mulher e o enteado.

As Forças Armadas são obrigadas a informar às autoridades federais sobre condenações em cortes marciais e expulsões por má conduta, mas a situação de Kelly não constava do registro de controle de antecedentes para a compra de armas de fogo.

Segundo a porta-voz da USAF Ann Stefanek, "várias dezenas" de casos não foram corretamente reportados e muitas outras omissões devem ser identificadas.

"A avaliação revelou que o erro no caso Kelley não foi um incidente isolado e que se cometeram erros similares em outros âmbitos".

Segundo uma lei de 1993, os vendedores de armas estão obrigados a verificar os antecedentes dos compradores em bases de dados nacionais, mas tal exigência não envolve vendas entre particulares.

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