Cruz Vermelha identifica restos mortais de soldados argentinos mortos nas Malvinas

Genebra, 1 dez 2017 (AFP) - A Cruz Vermelha anunciou nesta sexta-feira (1º) que sua equipe de peritos forenses identificou os restos de 88 soldados argentinos mortos durante a guerra das Malvinas, ocorrida em 1982 contra o território pertencente ao Reino Unido, e enterrados em túmulos sem identificação.

Membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) exumaram os restos de 121 soldados argentinos não-identificados enterrados em um cemitério militar de Darwin, nas ilhas Malvinas, onde também estão sepultados outros 237 militares argentinos.

"Ficamos felizes por saber que será possível recuperar a identidade de muitos dos soldados não-identificados e, com isso, trazer informações para grande parte das famílias que esperam há mais de 30 anos", afirmou o diretor de Atividades Operacionais do CICR, Dominik Stillhart, em um comunicado.

Nesta sexta-feira, o CICR apresentou os resultados da investigação a delegações da Argentina e do Reino Unido, na sede do órgão em Genebra.

Em dezembro de 2016, os governos britânico e argentino decidiram exumar e identificar 123 restos mortais de soldados argentinos, número depois reduzido para 121.

Durante a guerra, faleceram 649 soldados e 255 britânicos. Os confrontos duraram 74 dias, até a rendição das tropas argentinas que tinham ocupado o arquipélago.

A Argentina reivindica a soberania do território e, ainda que uma resolução de 1965 das Nações Unidas indique que os países devessem negociar, o Reino Unido sempre se negou sob justificativa de que a posse das ilhas não está sob discussão.

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