Míssil disparado do Iêmen contra Arábia Saudita é ligado ao Irã

Nações Unidas, Estados Unidos, 1 dez 2017 (AFP) - Especialistas da ONU que viajaram à Arábia Saudita para inspecionar os fragmentos de um míssil disparado do Iêmen no mês passado descobriram um possível vínculo entre seus restos e um produtor iraniano, segundo um documento confidencial visto nesta sexta-feira pela AFP.

Arábia Saudita e Estados Unidos acusaram o Irã de fornecer armas aos rebeldes huthis do Iêmen, que dispararam um míssil que foi interceptado em 4 de novembro preto do aeroporto de Riad.

Fornecer armas ao huthis seria incorrer em uma violação do embargo de armas da ONU sobre o Iêmen, assim como de uma proibição ao Irã de vender armamento.

O painel de especialistas escreveu que um componente recuperado no ponto onde o míssil impactou estava "marcado com um logotipo similar ao do Sahid Begheri Industrial Group", que é "subsidiário da Organização de Indústrias Aeroespaciais Iranianas".

Em uma carta enviada ao Irã em 24 de novembro, o painel pediu informações sobre os indivíduos e as companhias para os quais esse grupo exportava componentes de mísseis.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita interveio no Iêmen em 2015 para apoiar o presidente Abd Rabo Mansur Al-Hadi depois que os huthis o forçaram a se exilar.

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