MP pede prisão preventiva de representantes de empresas sócias da Odebrecht no Peru

Lima, 1 dez 2017 (AFP) - O Ministério Público do Peru pediu à Justiça, nesta sexta-feira (1º), para decretar a prisão preventiva dos representantes de três empresas peruanas sócias da brasileira Odebrecht na construção de uma estrada interoceânica.

"Uma equipe especial solicitou, hoje, à Justiça prisão preventiva para os representantes das empresas peruanas sócias da Odebrecht, recentemente investigadas pelo pagamento de subornos do Projeto Rodoviário Interoceânico Sul, seções 2 e 3", afirmou o MP no Twitter.

Imediatamente, também pelo Twitter, a Justiça anunciou que programou a audiência de prisão preventiva para este domingo (3), às 9h30 do horário local (12h30 de Brasília).

A audiência será comandada pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, que determinou a ordem de prisão preventiva por 18 meses contra os ex-presidentes Alejandro Toledo e Ollanta Humala, assim como contra a mulher deste último, Nadine Heredia, entre outros.

O procurador Hamilton Castro, que lidera as investigações do caso Lava Jato no Peru, anunciou na quarta-feira que estava formalizando uma investigação pelos crimes de lavagem de ativos e conluio contra três empresas peruanas sócias da Odebrecht.

As companhias envolvidas são Graña y Montero, JJ Camet e ICCGSA, informou Castro.

Segundo o MP, a decisão de investigar essas empresas peruanas foi tomada "como consequência de um paciente trabalho de corroboração no âmbito do processo especial de Jorge Barata", ex-representante da Odebrecht no Peru, que está colaborando com a Justiça.

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