Separatistas presos comparecem de novo à justiça espanhola

Madri, 1 dez 2017 (AFP) - Os dez líderes separatistas catalães presos compareceram novamente nesta sexta-feira à justiça espanhola, com a esperança de ficarem livres e de poder participar na campanha das eleições regionais de 21 de dezembro.

Em um texto recebido pela AFP, todos eles pediram a liberdade. Se isso se concretizar, isso significará uma guinada na campanha eleitoral, especialmente para as formações separatistas que, após o fracasso de seu processo de secessão, centram seu discurso em denunciar a suposta "repressão" de Madri.

Os oito dirigentes políticos e os dois presidentes das associações separatistas presos chegaram ao Tribunal Supremo de Madri. O primeiro a declarar ante o juiz instrutor Pablo Llarena foi o ex-vice-presidente Oriol Junqueras.

"Vão se defender para voltar a suas casas e poder participar na campanha", embora "não se deva renunciar a nenhuma convicção", disse à imprensa Josep Lluís Cleries, senador do Partido Democrata Catalão, do presidente regional destituído Carles Puigdemont.

O caso estava até agora dividida entre o Supremo e a Audiência Nacional, que em 2 de novembro enviou à prisão oito membros do governo separatista destituído investigados por rebelião e sedição.

Antes, também havia decretado a prisão provisória para os dois líderes das associações separatistas responsáveis pelas grandes manifestações dos últimos anos, Jordi Sánchez de ANC e Jordi Cuixart de Omnium.

A passagem da instrução ao Tribunal Supremo, que já havia deixado em liberdade a outros líderes separatistas, abre as portas à sua libertação.

Nesta semana, os advogados de pelo menos seis separatistas, entre eles Junqueras, apresentaram uma alegação ao juiz na qual renunciavam à ruptura unilateral com a Espanha e aceitavam "a aplicação do artigo 155 da Constituição" que permitiu governo espanhol intervir na autonomia catalã em 27 de outubro, depois que o parlamento regional declarou a independência de maneira unilateral.

Esta é a mesma estratégia utilizada pela presidente do parlamento Carme Forcadell e outros cinco deputados que compareceram para depor, no começo de novembro ante este mesmo tribunal e foram deixados em liberdade condicional.

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