Missão da UE adverte Honduras que processo eleitoral não terminou

Tegucigalpa, 4 dez 2017 (AFP) - A missão de observadores da União Europeia (UE) nas eleições de Honduras advertiu nessa segunda-feira (4) que o processo eleitoral não está terminado e não deve se declarar um ganhador enquanto não forem apresentadas e resolvidas queixas e impugnações.

"O processo eleitoral está longe de ter terminado (..) Por favor não faça a proclamação de vencedores, o processo não está terminado", pediu a coordenadora da missão, a eurodeputada portuguesa Marisa Matias, em entrevista coletiva.

O presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), David Matamoros, anunciou nesta segunda-feira o final da contagem de votos das tumultuadas eleições de 26 de novembro, com a vantagem do presidente Juan Orlando Hernández diante do opositor Salvador Nasralla, mas sem proclamar oficialmente o vencedor.

"Se levarmos em conta que foi um processo muito longo, temos também quer ter flexibilidade no tempo que os partidos e candidatos têm para apresentar suas petições e impugnações (...) para garantir a transparência do processo", acrescentou Matias.

Matamoros deu por concluída a contagem, embora o sistema de cômputo do TSE ainda não tenha subido os resultados das últimas 18 mesas de votação. Com 99,96% das atas contadas, Hernández aparece com 42,98% dos votos e Nasralla, com 41,39%.

Matamoros disse estar disposto a atender reclamações da esquerdista Aliança de Oposição Contra a Ditadura, de Nasralla, que pede a revisão de mais de 5.000 atas, de 18.000 no total.

Matias comentou que se for necessário a recontagem de 5.000 atas e a revisão dos votos de departamentos, "será preciso fazê-la (...) com tempo suficiente" para que os partidos e os candidatos fiquem satisfeitos.

Matías condenou todas as formas de repressão contra manifestantes que reclamaram de fraude nas eleições e lamentou que tenha resultado em mortos e feridos.

Pelo menos uma jovem morreu em um incidente durante uma manifestação na última sexta-feira, e o caso está sob investigação da procuradoria.

Os corpos de dois policiais foram levados nessa segunda-feira ao necrotério da capital, e seus familiares afirmaram que eles morreram em incidentes relacionados com as eleições do departamento ocidental de Olancho.

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