Justiça dos EUA intima Deutsche Bank a apresentar documentos sobre Trump

Nova York, 5 dez 2017 (AFP) - O Deutsche Bank foi intimado a apresentar documentos relacionados a suposta colusão entre funcionários russos e o comitê de campanha do então candidato republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, informou nesta terça-feira à AFP uma fonte ligada ao caso.

A fonte confirmou a intimação ao banco alemão pouco depois de a porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders e do advogado Jay Sekulow negarem que o ato judicial envolva informações financeiras do presidente americano.

De acordo com a fonte consultada pela AFP, a intimação foi enviada há semanas e se concentra nas relações entre o Banco e Trump.

Em um e-mail à AFP, um porta-voz do Deutsche Bank destacou que o Banco "observa muito seriamente suas obrigações legais e está disposto a cooperar com as investigações autorizadas sobre esta questão".

Na Casa Branca, Sanders declarou que as informações de que o procurador especial para o "caso russo", Robert Mueller, pediu informações financeiras sobre o presidente são "completamente falsas".

De acordo com documentos públicos, o Deutsche Bank emprestou cerca de 300 milhões de dólares a empresas que fazem parte do conglomerado imobiliário Trump, agora dirigido por um dos filhos do presidente.

Assim, o Deutsche Bank era um dos poucos bancos de Wall Street a manter negócios com Trump antes de sua eleição como presidente.

Ao ser interrogada sobre o conteúdo dos documentos firmados por Mueller e enviados ao banco, a fonte consultada pela AFP apontou que se concentram precisamente em informações sobre as relações de negócios entre esta entidade e o presidente.

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