Maqueiro siciliano ligado à máfia que matava pacientes graves é detido

Roma, 21 dez 2017 (AFP) - A Polícia da Catânia, na Sicília, prendeu nesta quinta-feira (21) um maqueiro acusado de ter matado ao menos três pessoas que estavam no fim da vida para vender seus corpos a funerárias ligadas à máfia.

Suspeita-se que o maqueiro, de 42 anos, tenha assassinado três idosos com doenças terminais ao injetar ar em suas veias durante o traslado em ambulância do hospital para casa, segundo a ordem de captura da procuradoria siciliana.

"Agiu com total desprezo pela vida humana, sem respeito a sua dignidade, só por lucro", escreveu o procurador adjunto da Catânia, Francesco Puleio.

O maqueiro recebia da funerária 300 euros por cliente, revelou um ex-integrante da máfia no popular programa da televisão italiana Le Iene.

Outros dois maqueiros foram interrogados pela polícia, que investiga a morte de cerca de 50 pessoas, das quais se teme que 10 tenham recebido a injeção com ar, que causa uma embolia pulmonar na vítima.

As "ambulâncias da morte", como são chamadas na investigação, estavam vinculadas às empresas funerárias locais, em sua maioria de propriedade da máfia, cujos donos oferecem dinheiro aos maqueiros por cada morto para propor, assim, imediatamente os serviços funerários às famílias em luto.

bur-kv/mb/db

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