Trump pode ser desafiado nas primárias de 2020, diz dissidente

Washington, 24 dez 2017 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter concorrência nas primárias republicanas de 2020, caso dispute a reeleição - advertiu o senador republicano Jeff Flake.

"Acredito que, se o presidente se candidatar à releição, se continuar no caminho que ele está, isso vai deixar uma ampla faixa de eleitores procurando por outra coisa", disse Flake, um dos poucos congressistas republicanos em confronto aberto com Trump, em entrevista ao programa "The Week" da rede de televisão ABC transmitida neste domingo.

"Se ele for o candidato republicano de novo, provavelmente veremos um candidato independente" na eleição presidencial de novembro de 2020, acrescentou Flake, que anunciou este ano que deixará o Senado no final de 2018.

"Ele também está, provavelmente, estimulando um desafio republicano" nas primárias de seu partido para 2020, advertiu.

"Você olha para o público (republicano) torcendo pelos republicanos... Você olha e diz: são espasmos de um partido moribundo", acrescentou Flake na mesma entrevista.

"De modo geral, estamos recorrendo a homens brancos mais velhos. E há apenas um número limitado deles. E raiva e ressentimento não são filosofia de governo", completou.

Sobre uma potencial pré-candidatura, Flake foi evasivo.

"Não descarto nada, mas não está nos meus planos", respondeu o senador, que deixa a Casa no final de 2018.

Já o líder da ala moderada republicana da Câmara de Representantes, Charlie Dent, que também se prepara para deixar a banca no próximo ano, denunciou que o partido se encontra à deriva, mas garantiu seu radical compromisso o presidente Trump.

"A questão é lealdade ao homem. Ao presidente. E, para alguns, lealdade não é suficiente. Você tem de ser raivoso e insatisfeito. Eu tenho dito para as pessoas que, se eu pegar fogo por elas, elas vão reclamar que a temperatura da chama não está quente o suficiente", disse Dent também à ABC.

No curto prazo, ele prevê que, ainda que os republicanos possam vencer as "midterms", também perderão cadeiras. Por isso, aconselhou os colegas: "Preparem-se para o pior, porque este pode ser, realmente, um ano duro".

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