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EUA sancionam dois norte-coreanos ligados ao programa de mísseis de Kim Jong-un

22.mai.2017 - O ditador norte-coreano Kim Jong-un (segurando binóculos) inspeciona o teste com o míssil Pukguksong-2; ao lado de Kim está posicionado o grupo de militares conhecido como "quarteto dos mísseis": Kim Jong-sik (2º à esq.), Ri Pyong-chol (3º à esq.), Jon Il-ho (2º à dir.) e Jang Chang-ha (1º à dir.) - KCNA via Reuters
22.mai.2017 - O ditador norte-coreano Kim Jong-un (segurando binóculos) inspeciona o teste com o míssil Pukguksong-2; ao lado de Kim está posicionado o grupo de militares conhecido como "quarteto dos mísseis": Kim Jong-sik (2º à esq.), Ri Pyong-chol (3º à esq.), Jon Il-ho (2º à dir.) e Jang Chang-ha (1º à dir.) Imagem: KCNA via Reuters

Em Washington

26/12/2017 18h11

Os Estados Unidos sancionaram nesta terça-feira (26) dois altos funcionários norte-coreanos por causa do programa de mísseis balísticos do país, informou o Departamento do Tesouro em um comunicado.

"O Tesouro aponta para líderes do programa de mísseis balísticos, como parte de nossa campanha de máxima pressão para isolar (a Coreia do Norte) e terminar de desmanter o programa nuclear a Península da Coreia", diz o comunicado.

Os dois funcionários constavam de uma lista difundida na sexta-feira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas no âmbito de uma nova resolução com sanções contra o regime de Pyongyang, indicou o Tesouro.

"Kim Jong  Sik é apontado como uma figura-chave do programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte, incluindo a passagem de combustíveis líquidos a sólidos, e Ri Pyong  Chol é também um funcionário-chave envolvido no desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais da Coreia do Norte", acrescentou.

Entenda o programa de mísseis norte-coreano

UOL Notícias

Como resultado das sanções, qualquer ativo que os dois funcionários norte-coreanos eventualmente possuam nos Estados Unidos serão congelados. As transações comerciais com cidadãos americanos também ficam proibidas.

As tensões entre Pyongyang e Washington se intensificaram este ano e o teste com um míssil balístico intercontinental (ICBM) norte-coreano em 28 de novembro passado marcou um avanço nas possibilidades de o regime de Kim Jong Un ameaçar os Estados Unidos com um ataque nuclear.

Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou um novo pacote de sanções contra a Coreia do Norte, que restringe o acesso de Pyongyang ao mercado internacional de combustíveis derivados do petróleo.

Este conjunto de sanções, o terceiro aplicado este ano, recebeu apoio da China, um aliado da Coreia do Norte e considerado um país essencial para conter o governo de Pyongyang.

Em resposta, a Coreia do Norte classificou as novas sanções como "um ato de guerra".

"Rejeitamos por completo essas novas sanções da ONU (...) como uma violação aberta à nossa soberania e como um ato de guerra que destruirá a paz e a estabilidade na península coreana", afirmou a chancelaria norte-coreana em um comunicado.

A aprovação deste novo pacote de sanções promoveu também um contato telefônico entre o secretário americano de Estado, Rex  Tillerson, e o chanceler russo, Serguei Lavrov, para discutir a questão.

De acordo com a chancelaria russa, os dois governos "estão unidos na opinião de que os projetos de mísseis balísticos norte-coreanos violam as exigências do Conselho de Segurança da ONU".

Ao mesmo tempo, Moscou informou que nessa conversa Lavrov "destacou mais uma vez que é inaceitável que se profundem as tensões na península coreana com a agressiva retórica dos Estados Unidos em relação a Pyongyang".

Para o governo russo, é preciso "mover-se da linguagem das sanções para um processo negociado o mais rápido possível".

 

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