EUA e restante da América, últimos a darem boas-vindas a 2018

Nova York, 1 Jan 2018 (AFP) - Sob baixíssimas temperaturas, os Estados Unidos encerraram as comemorações de Ano Novo, marcadas por espetaculares shows de fogos de artifício no restante do continente, na Europa e na região da Ásia-Pacífico.

Confira abaixo um resumo dos principais eventos:

- América: frio em Nova York, de branco no Rio -Em Nova York, cerca de dois milhões de pessoas, muitas com roupa para enfrentar nevascas, desafiaram uma temperatura de -12,7ºC para dar as boas-vindas a 2018 na emblemática Times Square. Esta foi a noite de réveillon mais fria na cidade em um século.

Tão incomum quanto o frio polar foi a operação de segurança imposta após dois recentes atentados inspirados no grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O perímetro de segurança foi o mais amplo da história, e cada pessoa que entrava tinha de passar por dois controles policiais. Nem bolsas nem sacolas eram permitidas.

À meia-noite, todos puderam celebrar, ao som de "New York, New York", de Frank Sinatra.

Seguindo a tradição de usar branco na virada, também com música e com um deslumbrante show de fogos de artifício, o Rio de Janeiro recebeu o novo ano. Pelo menos três milhões de pessoas eram esperadas na praia de Copacabana.

A cantora Anitta foi a grande estrela da noite, à qual não faltaram os rituais para boa sorte e prosperidade.

Na Europa, as pessoas tentaram ignorar o frio e foram saudar o Ano Novo, como já havia acontecido nas ilhas do Pacífico, na Nova Zelândia, na Austrália e na Ásia.

- Europa: festejos e segurança -Na Europa, os festejos também foram cercados de fortes medidas de segurança.

Em Londres, mais de 100.000 pessoas assistiram aos fogos de artifício às margens do Tâmisa. Apesar de estar em obra para reforma, para respeitar a tradição, o Big Ben deu as 12 badaladas da meia-noite.

Em Paris, mesmo com a chuva e o vento milhares de pessoas se reuniram na Champs-Élysées para "enterrar 2017" e celebrar a chegada do Ano Novo em meio a um forte dispositivo policial.

Moradores e turistas se deleitaram com um espetáculo de luzes e som antes dos tradicionais fogos do Arco do Triunfo.

Cerca de 140.000 policiais, gendarmes e soldados foram mobilizados em toda França e ficaram de prontidão contra a ameaça extremista.

Embora a capital britânica tenha sido alvo de quatro atentados em 2017, a Scotland Yard disse que mobilizou menos agentes do que no ano passado.

Em Madri, 20.000 pessoas comeram as tradicionais uvas da sorte ao ritmo das badaladas na Puerta del Sol, onde a capacidade de público foi reduzida em 5.000 por motivos de segurança.

Em Moscou, as principais avenidas e praças foram decoradas, e fogos de artifício iluminaram 36 prédios da capital russa.

Em Berlim, os organizadores da festa no Portão de Brandemburgo habilitaram zonas específicas para mulheres, em barracas da Cruz Vermelha. A medida foi tomada após a onda de denúncias de assédio sexual em Colônia, na noite de Ano Novo em 2015.

- Trágica lembrança em Istambul -A festa transcorreu com grandes medidas de segurança em Istambul, ainda com a lembrança viva do Ano Novo de 2017, quando um atentado deixou 39 mortos na boate Reina, a mais famosa da cidade.

As autoridades turcas proibiram concentrações na simbólica praça Taksim, em Istambul, e em outros bairros animados.

- Ásia, Oriente Médio: casamento coletivo e laser -Hong Kong organizou um impressionante espetáculo de dez minutos antes da meia-noite, com "estrelas cadentes" lançadas dos arranha-céus que dominam Victoria Harbour.

Em Jacarta, meio milhão de pessoas disseram "sim, aceito" em uma gigantesca festa de casamento coletivo organizada pelo governo indonésio.

Nas Filipinas, cerca de 200 pessoas ficaram feridas nas celebrações, vítimas de rojões.

E, em Dubai, um show com laser substituiu os fogos na torre Burj Khalifa, a mais alta do mundo (828 metros), com projeções nas cores nacionais (verde, branco, preto e vermelho) e com o retrato do xeque Zayed bin Sultan al Nahyan, fundador da federação.

Em Abu Dabi, a passagem para 2018 foi celebrada com fogos.

- Pacífico abriu as celebrações -Sydney foi a primeira cidade a entrar em 2018, com 1,5 milhão de pessoas às margens de sua baía. Uma cascata arco-íris de fogos de artifício da Ponte da Baía comemorou na quente noite de verão a recente legalização do casamento gay.

Tudo isso sob um enorme dispositivo de segurança, depois do ataque com carro em Melbourne na semana passada.

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