Prolongada detenção de jovem palestina que agrediu soldados israelenses

Cárcel militar de Ofer, Territoires palestiniens, 1 Jan 2018 (AFP) - Ahed Tamimi, uma palestina de 16 anos que aparece em um vídeo que se tornou viral agredindo soldados israelenses na Cisjordânia ocupada, foi acusada nesta segunda-feira por um tribunal militar israelense, que prolongou sua detenção por mais uma semana, segundo seu advogado.

O tribunal militar de Ofer, perto de Ramalah, na Cisjordânia ocupada, também manteve as cinco acusações atribuídas a Nariman Tamimi, mãe de Ahed Tamimi, envolvida no mesmo incidente, e prorrogou sua detenção até segunda-feira. hasta Ahed sofre doze acusações.

As acusações correspondem ao incidente ocorrido em 15 de dezembro no povoado de Nabi Saelh, perto de Ramalah, e a outros cinco incidentes nos quais Ahed Tamimi esteve envolvida no ano passado. Segundo um comunicado do exército, ela foi acusada de "ter agredido as forças de segurança, lançado pedras, ter proferido ameaças e participado em distúrbios".

A mãe também foi acusada por sua participação incidente de Nabi Saleh e em outros confrontos com soldados, além de ter usado o Facebook para "incitar a cometer ataques terroristas".

A detenção da prima de Ahed, Nur Tamimi (20 anos), que também aparecia no vídeo, deve terminar na tarde da próxima terça-feira se o procurador não recorrer. Ela precisará pagar uma fiança correspondente a 1.400 dólares, segundo o advogado, Gaby Lasky.

O procurador militar pediu que mãe e filha fiquem presas até o julgamento.

As imagens mostram Ahed Tamimi e Nor Nayi Tamimi se aproximando dos soldados israelenses, que são socados e chutados pelas duas jovens. Nariman Tamimi parece tentar deter as jovens e depois expulsa os militares do pátio de sua casa. O grupo, fortemente armado, se retira sem reagir.

As três palestinas foram detidas em 19 e 20 de dezembro, e Nor Nayi, 21, deve ser solta no próximo domingo.

Os Tamimi são conhecidos por participar de protestos em Nabi Saleh, palco frequente de manifestações contra a ocupação israelense.

Segundo pessoas ligadas à família, os soldados foram agredidos devido à tensão gerada pelos confrontos em Nabi Saleh e pelo fato de os militares entrarem no pátio da casa.

Os Tamimi também estavam abalados porque um membro de sua família ficou gravemente ferido com um tiro de bala de borracha na cabeça durante os protestos.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, telefonou ao pai de Ahed e elogiou o compromisso da família Tamimi na luta contra a ocupação, segundo a agência de notícias palestina WAFA.

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