Trump aumenta retórica de apoio à oposição no Irã

Nações Unidas, Estados Unidos, 3 Jan 2018 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça-feira sua retórica de apoio à oposição iraniana e ignorou as advertências de que sua intervenção pode elevar a tensão no Irã.

Trump, que fez do Irã um dos seus principais alvos, reagiu várias vezes às manifestações que ocorrem naquele país, considerando que mostram que o "tempo da mudança" chegou.

Nesta terça-feira, o presidente elogiou os manifestantes por denunciar o regime ilegítimo em Teerã: "O povo do Irã está finalmente agindo contra o brutal e corrupto regime iraniano".

"Todo o dinheiro que o presidente (Barack) Obama lhes deu (com a abertura diplomática) foi para o terrorismo e para seus próprios bolsos. O povo tem pouca comida, a inflação é alta e não há direitos humanos. Os EUA estão observando", escreveu Trump no Twitter.

Em resposta, o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores Bahram Ghassemi afirmou que "ao invés de perder seu tempo enviando tuítes inúteis e insultantes contra outros povos, (Trump) deveria se ocupar dos problemas internos de seu país, principalmente o assassinato diário de dezenas de pessoas e milhões de desabrigados e famintos".

A embaixadora americana na ONU, Nikki Haley, declarou nesta terça-feira que Washington pedirá uma reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre os protestos no Irã.

"A ONU deve se manifestar nos próximos dias. Convocaremos uma sessão de emergência", disse Haley, para quem o "povo do Irã está clamando por liberdade". "Todas as pessoas que amam a liberdade devem apoiar esta causa".

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, também acusou Teerã por gastar a riqueza do Irã na propagação da militância e do terror no estrangeiro, "em vez de assegurar a prosperidade no país".

"Os preços do produtos do dia a dia e dos combustíveis estão aumentando, enquanto a Guarda Revolucionária gasta a riqueza da Nação com grupos militantes estrangeiros e enriquece no processo".

Desde o início das manifestações, na quinta-feira passada, 21 pessoas morreram, incluindo 16 manifestantes, em todo país por eventos relacionados aos protestos, que começaram em Machhad (nordeste), espalhando-se rapidamente.

A capital Teerã tem sido menos afetada que as pequenas e médias cidades, mas 450 pessoas foram detidas desde sábado, segundo as autoridades locais.

As autoridades mobilizaram agentes adicionais para fazer frente aos protestos, que não parecem particularmente estruturados.

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