EUA sanciona quatro funcionários venezuelanos por corrupção ou repressão

Washington, 5 Jan 2018 (AFP) - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou nesta sexta-feira (5) por corrupção ou responsabilidade em atos de repressão quatro funcionários venezuelanos, cujo governo respondeu assegurando que o Exército não "se dobrará" às forças "supremacistas" dos Estados Unidos.

As sanções anunciadas nesta sexta afetam o governador do estado de Aragua, Rodolfo Marco Torres; o ministro da Nova Fronteira de Paz, Gerardo Izquierdo Torres; o general de divisão reformado Francisco Rangel Gómez, ex-governador do estado de Bolívar; e o general da Guarda Nacional Bolivariana Fabio Zavarse Pabón.

Os quatro funcionários são ou foram integrantes das Forças Armadas: Rodolfo Marco Torres é general de divisão reformado, e Gerardo Izquierdo Torres é general do Exército na ativa.

Em nota oficial, o Tesouro informou que os quatro "esqueceram a missão profissional republicana" das instituições militares da Venezuela, de acordo com a Constituição aprovada por esse país em 1999.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, disse no Twitter depois do anúncio americano que o Exército "nunca se dobrará diante de qualquer poder estrangeiro e muito menos diante das forças imperialistas e belicistas do governo supremacista de Donald Trump". "Exigimos respeito".

Delcy Rodríguez, presidente da Assembleia Constituinte de Maduro que governa efetivamente o país, disse que Trump "e seu excêntrico governo deveriam entender que a Venezuela nunca cederá ante chantagens, ou ameaças".

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, assinalou que as sanções "mostram a determinação dos Estados Unidos de responsabilizar (o presidente Nicolás) Maduro e outros, envolvidos com corrupção".

No caso de Zavarse Pabón, entre as razões para sua inclusão no pacote de sanções mencionam sua "suposta responsabilidade por atos de repressão por membros da Guarda Nacional Bolivariana contra protestos na Venezuela".

Como resultado das sanções, todos os eventuais ativos destes quatro funcionários nos EUA serão congelados, e ficarão proibidos de ter relações comerciais com cidadãos americanos.

Os Estados Unidos consideram a Venezuela um "narco Estado" que ameaça a segurança internacional e, por isso, impuseram sanções nos últimos meses contra o presidente venezuelano e grande parte de seus funcionários mais próximos.

Washington também proibiu que cidadãos americanos negociem a dívida com o governo venezuelano e a petroleira Pdvsa.

Em novembro, Washington sancionou outros 10 funcionários por sua suposta responsabilidade em irregularidades eleitorais.

"Se membros do regime de Maduro desejam a retirada das sanções do governo dos Estados Unidos, devem agir para restaurar a democracia e a ordem constitucional na Venezuela", indicou o Departamento de Estado.

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