'Sou um gênio, e um gênio muito estável', diz Trump sobre si

Washington, 6 Jan 2018 (AFP) - O presidente americano, Donald Trump, considerou a si mesmo neste sábado (6) "não como inteligente, mas como um gênio... e um gênio muito estável", em meio a uma polêmica gerada por um explosivo livro publicado no dia anterior e que levanta dúvidas sobre sua saúde mental.

Em uma série de tuítes matinais, Trump escreveu: "ao longo da minha vida dois dos meus grandes valores têm sido a estabilidade mental e ser, algo assim, realmente inteligente".

"Passei de ser um MUITO bem-sucedido homem de negócios, a uma estrela da televisão, a presidente dos Estados Unidos (na minha primeira tentativa). Acho que isso me qualificaria não como inteligente, mas como gênio... e um gênio muito estável!", escreveu.

A Casa Branca lutou nos últimos dias para impedir - sem sucesso - a publicação do livro "Fire and Fury: Inside the Trump White House", do jornalista Michael Wolff, disponível somente em inglês e que, finalmente, saiu à venda na sexta-feira de forma adiantada pela grande expectativa que gerou.

A obra, que deixa no ar uma série de dúvidas sobre a estabilidade mental do presidente, esgotou rapidamente nas livrarias de Washington. Trump a chamou de um texto "falso" e "cheio de mentiras".

Os tuítes de Trump foram escritos antes de suas reuniões neste sábado com os principais legisladores republicanos e membros do gabinete em Camp David para discutir as prioridades do partido visando as eleições de meio-mandato de 2018.

No entanto, os detalhes do novo livro e a contínua defesa de Trump de sua saúde mental ganharam a atenção, causando mais especulações sobre se o líder dos Estados Unidos está apto para o cargo.

Na sexta-feira, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, foi obrigado a defender Trump depois de ser perguntado em uma entrevista sobre as alegações de que o presidente se repete regularmente e se recusa a ler notas de instrução.

"Nunca questionei sua aptidão mental. Não tive nenhum motivo para isso", disse Tillerson.

E, mesmo defendendo Trump, o ex-executivo da ExxonMobil disse à CNN que teve que aprender como transmitir informações a um presidente com um estilo de tomada de decisão muito diferente.

Wolff cita vários dos principais assessores de Trump que expressaram suas dúvidas sobre a capacidade do atual presidente de comandar a maior economia e hegemonia militar do mundo.

"Cem por cento das pessoas ao seu redor" questionam a aptidão de Trump para o cargo, afirmou ao programa "Today" da NBC.

"Todos dizem que ele é como uma criança. E o que querem dizer com isso é que ele precisa de gratificação imediata, e tudo gira em torno dele".

O livro inclui citações de Steve Bannon, o ex-estrategista-chefe de Trump, que acusa o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr, de "traição" por ter feito contatos com uma advogada russa, e que sua filha Ivanka, que se imagina como presidente um dia, é "burra como uma pedra".

A obra também mostra que, para o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, e para o ex-chefe da equipe da Casa Branca Reince Priebus, o presidente era um "idiota". Para o principal assessor econômico, Gary Cohn, ele é "burro como merda". E para o conselheiro de Segurança Nacional, H.R. McMaster, ele é um "lesado".

A publicação apareceu depois que surgiram notícias de que pelo menos uma dúzia de membros do Congresso americano foram informados no mês passado por um professor de psiquiatria da Universidade de Yale sobre a saúde mental de Trump.

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