EUA pede 'medidas concretas' para retomar ajuda ao Paquistão

Washington, 8 Jan 2018 (AFP) - Os Estados Unidos sugeriram nesta segunda-feira ao Paquistão a adoção de "medidas concretas" para recuperar a ajuda em dinheiro para segurança que Washington suspendeu na semana passada, informou nesta segunda-feira o departamento de Defesa.

"O que esperamos é bastante simples", disse à imprensa o coronel Rob Manning, porta-voz do Pentágono. "Os talibãs, os dirigentes da rede Haqqani e aqueles que planejam atentados já não deveriam encontrar refúgio no Paquistão ou poder realizar operações a partir do solo paquistanês".

Washington "explicou aos paquistaneses as medidas específicas e concretas que deverão tomar com este objetivo", acrescentou o militar, precisando que a ajuda americana a Islamabad "foi suspensa e não cancelada".

"Estamos dispostos a colaborar com o Paquistão para combater os grupos terroristas, sem distinção".

Segundo Manning, as discussões com as autoridades paquistanesas prosseguem.

Na quinta-feira, Washington suspendeu sua "assistência de segurança" às forças paquistanesas diante da ausência de uma "ação decisiva" de Islamabad contra os grupos talibãs que operam no país.

O Pentágono estava autorizado a entregar até 900 milhões de dólares em 2017 e outros 700 milhões em 2018 em ajuda para segurança ao Paquistão.

"Mas até agora, nenhum dólar previsto para 2017 foi entregue ao Paquistão", declarou o porta-voz do Pentágono. "A última vez que lhes entregamos dinheiro foi em março de 2017, cerca de 550 milhões de dólares, correspondente ao orçamento de 2016".

Washington acusa as autoridades paquistanesas de colaborar com grupos jihadistas, fundamentalmente com a rede Haqqani, que realiza ataques no Afeganistão a partir de bases situadas ao longo da fronteira comum.

Liderada por Sirakhuddin Haqqani, ligado aos talibãs afegãos, a rede Haqqani é suspeita de manter antigos laços com os serviços secretos paquistaneses.

Estes grupos representam uma ameaça para o governo afegão e atacam os soldados americanos estacionados no país desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

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