EUA investigará sua reação a 'ataques' em sua embaixada em Cuba

Washington, 9 Jan 2018 (AFP) - O governo dos Estados Unidos estabelecerá uma comissão para investigar a reação do Departamento de Estado aos supostos "ataques" contra os funcionários de sua missão diplomática em Havana, apontaram nessa terça-feira (9) fontes convergentes.

O Comitê das Relações Exteriores do Senado discutiu em uma audiência nesta terça-feira o estado das investigações sobre o ocorrido com 24 funcionários da embaixada americana em Havana e a resposta do Departamento de Estado a essa situação.

O presidente desse Comitê, o senador cubano-americano Marco Rubio, alegou que a comissão de revisão deveria ter sido ordenada já no começo do ano passado, quando se verificaram os primeiros casos de funcionários da embaixada com sintomas fora do normal.

"O Departamento de Estado não seguiu a lei", ao não ter determinado essa revisão já no ano passado, disse Rubio.

Durante a audiência, três funcionários do Departamento de Estado disseram que as as investigações sobre o ocorrido em Cuba continuam, e concordaram en que se tratou de algum tipo de "ataque".

Rubio afirmou nesta terça-feira que é "irrelevante" saber se os ataques foram realizados com algum dispositivo acústico ou de micro-ondas.

"No fim do dia soubemos que houve um ataque e que houve lesões a 24 americanos trabalhando e vivendo em Havana como parte da embaixada", disse.

"O ocorrido é resultado de uma tecnologia sofisticada. Francamente, tão sofisticada que nós ainda não a entendemos", acrescentou.

Rubio mencionou a possibilidade de que os ataques tenham sido perpetrados por grupos autônomos dentro do governo cubano, mas disse não ter provas sobre isso.

"Os cubanos sabem quem foram os responsáveis, porque vigiam todos, todos os dias", assegurou.

Para Rubio, os responsáveis "por esses ataques querem introduzir fricções nas relações bilaterais, e além disso se trata de um grupo com capacidade tecnológica e experiência para isso".

Cuba nega a responsabilidade nos episódios, e seu governo informou, ao fim de uma rigorosa investigação, não ter encontrado qualquer indício de que esses episódios tenham acontecido.

Segundo o Departamento de Estado, os primeiros "ataques" aconteceram em novembro de 2016, pouco depois das eleições presidenciais americanas, e os últimos foram registrados em agosto do ano passado.

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