Marinha líbia comunica mais de 90 imigrantes desaparecidos no Mediterrâneo

  • 24.mai.2017/AP

    Embarcação transportava mais de 100 pessoas, mas apenas 17 foram resgatadas

    Embarcação transportava mais de 100 pessoas, mas apenas 17 foram resgatadas

Entre 90 e 100 emigrantes estão desaparecidos no Mediterrâneo após o naufrágio do seu bote inflável diante da costa da Líbia, informou na noite desta terça-feira a marinha do país africano, baseada no relato de sobreviventes.

A embarcação transportava mais de 100 pessoas, mas apenas 17 foram resgatadas, declarou o oficial Ayub Kacem, porta-voz da Marinha.

Os sobreviventes permaneceram várias horas agarrados a partes do bote até a chegada do resgate.

O naufrágio ocorreu diante da cidade de Al-Khoms, a cerca de 100 quilômetros de Trípoli, disse Kacem.

A Marinha líbia acrescentou que socorreu outros 267 emigrantes africanos, de distintas nacionalidades, incluindo 17 crianças, que estavam a bordo de dois barcos em risco na costa da cidade de Zawiya, cerca de 50 km a oeste de Trípoli.

Kacem lamentou a falta de recursos e o mau tempo, que complicaram os trabalhos de resgate.

No final de semana passado, 10 emigrantes morreram e mais de 50 - incluindo crianças - desapareceram diante da costa da Líbia, segundo vários organismos de ajuda.

Em 2017, ao menos 3.116 emigrantes morreram ou desapareceram tentando atravessar o Mediterrâneo para chegar à Europa, sendo 2.833 diante da costa Líbia, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

As tentativas de travessia têm diminuído desde o verão (boreal), em razão dos esforços empreendidos pelas autoridades italianas - com o apoio das autoridades e das milícias líbias - para impedir que os emigrantes cheguem a sua costa.

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