Chefs europeus se unem contra a pesca elétrica

Paris, 11 Jan 2018 (AFP) - Mais de 200 chefs de cozinha europeus assinaram um manifesto contra a pesca elétrica na Europa, prometendo não comprar produtos marinhos capturados com este método, anunciou nesta quinta-feira a ONG Bloom.

Entre os signatários, destacam-se os chefs espanhóis Quique Dacosta e Elena Arzak; os franceses Anne-Sophie Pic, Olivier Roellinger, Hélène Darroze e César Troigros; os italianos Antonino Cannavacciuolo e Alfonso e Ernesto Iaccarino, e os alemães Thomas Bühner e Heinz Winkler.

"Nós nos recusamos a trabalhar com produtos procedentes deste método de pesca, que condena nosso futuro e o do oceano", disseram os chefs, "escandalizados" por essa prática na Europa.

A pesca elétrica envolve capturas "de uma qualidade deplorável", com animais "estressados e frequentemente marcados com contusões".

Além disso, este método é "não seletivo e ameaça todos os organismos que vivem no fundo do oceano".

"À espera e com a esperança que a pesca elétrica seja banida na Europa, como no resto do mundo, comprometemo-nos formalmente a não comprar nenhum produto marinho" capturado dessa maneira.

Uma votação sobre esta prática, que se baseia no envio de choques elétricos ao fundo do mar, ocorrerá na próxima semana no Parlamento Europeu. A regulamentação vigente permite aos Estados da União Europeia (UE) equiparem com eletrodos até 5% de suas frotas de pesca.

A ONG Bloom, especialista em defesa dos oceanos e de uma pesca duradoura, denunciou em outubro a Holanda ante a Comissão Europeia, acusando o país de ter autorizado ilegalmente alguns navios a praticar pesca elétrica.

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