Cinquenta detidos durante primeira missa do papa no Chile

Santiago, 16 Jan 2018 (AFP) - Cinquenta pessoas foram detidas em uma manifestação contra a visita do papa Francisco e os casos de pedofilia que envolvem sacerdotes, na missa presidida pelo pontífice nesta terça-feira (16) em Santiago do Chile, informou a imprensa local.

Mais de 100 manifestantes marcharam perto do parque O'Higgins, localizado no centro de Santiago, onde cerca de 400 mil fiéis começaram a chegar de madrugada para presenciar a liturgia de Francisco.

Segundo a mídia local, a Polícia atuou com carros com jatos de água contra o protesto e deteve 50 manifestantes.

Eles marchavam com cartazes contra os 80 padres acusados de terem cometido abuso sexual contra menores de idade desde 2000 no Chile, um escândalo que provocou a queda de popularidade da Igreja Católica e o aumento da desconfiança dos chilenos no clero.

Os manifestantes também protestaram pelo alto gasto que os três dias de visita do papa ao Chile significarão, que pode alcançar os seis milhões de dólares, cifra que a imprensa local estima poder superar os 10 milhões pelos gastos de segurança e comunicação que o governo deve cobrir.

Os manifestantes avançaram entre gritos de "morrer lutando" e "cúmplices pedófilos".

Vários protestos foram registrados desde o início da visita do papa Francisco ao Chile, que foi classificada pelo Vaticano como uma das mais complexas que já realizou.

A isto se somam ataques incendiários e com explosivos a nove igrejas na capital e em Temuco (suk) por supostos grupos extremistas.

Dentro de seu percurso, Francisco visitará Temuco na quarta-feira e Iquique (norte) na quinta, para depois ir ao Peru em uma viagem de três dias.

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