Tabarnia, a fictícia região catalã anti-separatista, elege presidente

Barcelona, 16 Jan 2018 (AFP) - Um grupo de catalães anti-separatistas apresentou nesta terça-feira (16) a Plataforma por Tabarnia, uma fictícia região da Catalunha fiel à Espanha, que já tem um presidente que, como o independentista Carles Puigdemont, se encontra no exílio.

"Cidadãos da Catalunha, não estou aqui", disse por videoconferência em seu primeiro discurso como presidente 'tabarnês' Albert Boadella, um dramaturgo catalão residente em Madri e muito hostil aos nacionalistas.

No final do ano passado, a invenção de Tabarnia causou furor no país com uma petição para se separar da Catalunha e continuar unida à Espanha, que usava em tom de sátira os mesmos argumentos dos separatistas catalães.

A região compreende as áreas metropolitanas de Tarragona e Barcelona, cidades a partir das quais forma seu nome, com menos raiz separatista e que, segundo sua tese, vivem sob o jugo da Catalunha rural nacionalista.

"A arma mais poderosa que Tabarnia tem é esse grande espelho no qual o separatismo se vê refletido e vê refletido o absurdo de seus argumentos", disse Jaume Vives, porta-voz da Plataforma por Tabarnia em coletiva de imprensa.

Nela, os promotores da iniciativa empossaram seu presidente por videoconferência, como quer fazer Carles Puigdemont, que está exilado na Bélgica e sob o risco de ser detido se voltar para a Espanha.

O eleito em Tabarnia é um dramaturgo conhecido pelas críticas ao independentismo, que desde 2007 não se apresenta na Catalunha, alegando que não há liberdade.

Ele fez seu discurso em um palanque com o emblema do "governo de Tabarnia" e cercado de bandeiras europeia, espanhola e 'tabarnesa'.

A apresentação do presidente fictício ocorre um dia antes da constituição do novo Parlamento catalão, no qual os partidos separatistas têm maioria absoluta, com 70 cadeiras de um total de 135, após as eleições de 21 de dezembro passado.

Seu principal candidato à Presidência é Carles Puigdemont, que seus partidários querem empossar à distância para evitar sua detenção, o que os serviços jurídicos do Parlamento, o governo espanhol e a oposição consideram ilegal.

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