Veja como é o teste que Trump fez para detectar distúrbios cognitivos

Em Washington

  • AFP PHOTO / Nicholas Kamm

Desenhar a hora em um relógio, reconhecer um camelo ou até mesmo estabelecer o ponto em comum entre um trem e uma bicicleta: estes foram os testes aos quais o presidente americano Donald Trump foi submetido para detectar possíveis distúrbios cognitivos. O chefe de Estado obteve nota máxima, 30/30 nos testes do "Montreal cognitive assessment" (Moca).

"Não há absolutamente nenhum sinal de problema cognitivo", concluiu o médico da Casa Branca, Ronny Jackson, acrescentando que o próprio Trump pediu o teste para silenciar especulações.

O exame, concebido pelo dr. Ziad Nasreddine e publicado em 2005, é um dos mais utilizados no mundo para detectar disfunções cognitivas, especialmente quando se trata de distúrbios leves. Todas as preocupações podem ser levantadas a partir de 26/30.

Existente em muitas versões e idiomas, consiste em um breve questionário de uma página destinado a medir entre outros aspectos a memória, funções executivas, capacidade de abstração, concentração, linguagem, cálculo, orientação no tempo e espaço.

A duração do teste é de cerca de 10 minutos.

As pessoas examinadas são instruídas a copiar um cubo, desenhar um relógio indicando uma determinada hora (com uma nota distinta para o contorno, números e ponteiros), reconhecer três animais (por exemplo, um leão, um rinoceronte e um camelo), de acordo com um modelo padrão disponível no site oficial da Moca.

Eles devem repetir uma lista de palavras (como face, veludo, igreja, margarida, vermelho) e números, lembrando-os um pouco depois, e executar uma série de subtrações fáceis do tipo 100 - 7, 93 - 7 e assim por diante.

Se seus críticos o acusam de um vocabulário limitado, o chefe de Estado dos Estados Unidos passou facilmente pelo teste de linguagem, de acordo com o médico.

Ele não teve nenhum problema em repetir frases como: "O beija-flor colocou seus ovos na areia", ou enumerar em um minuto o máximo de palavras que começam com a mesma letra.

Outros exemplos de perguntas incluem: "Diga-me qual a semelhança entre um relógio e uma regra", um trem e uma bicicleta.

Finalmente, Donald Trump deveria indicar o dia, o mês e o ano, bem como o lugar e a cidade onde estava.

Os questionamentos sobre as capacidades mentais do anfitrião da Casa Branca foram reavivadas pelo polêmico livro do jornalista Michael Wolff, que desenha um retrato vitriólico do antigo magnata do setor imobiliário, garantindo que sua comitiva duvida de sua capacidade de governar. 

Um exemplar do teste está disponível neste site.
 

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