Israel mostra parte de barreira subterrânea em torno da Faixa de Gaza

Kissufim, Israel, 18 Jan 2018 (AFP) - Israel mostrou nesta quinta-feira (18), pela primeira vez, a grande barreira subterrânea que prevê terminar em meados de 2019 ao redor da Faixa de Gaza, a fim de limitar a ameaça de incursões palestinas por túneis.

Esta barreira de cimento, que se estenderá ao longo de 65 quilômetros quando for terminada, estará equipada com sensores para detectar possíveis atividades de escavações subterrâneas.

Os responsáveis israelenses não escondem mais este grande projeto, que começou em segredo e inicialmente foi abordado na imprensa em setembro de 2016, e nesta quinta-feira mostraram parte das obras.

A Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita palestino Hamas, já está rodeada em sua superfície por uma barreira de metal e cimento erguida na fronteira com Israel. Sua única outra fronteira, no sul com o Egito, está fechada por uma zona de distensão.

Os túneis subterrâneos são fonte de preocupação permanente para as comunidades israelenses vizinhas da Faixa de Gaza.

Controlados por grupos armados palestinos, constituíram uma arma temida pelos israelenses durante a guerra de 2014, e sua destruição foi um dos objetivos da ofensiva israelense.

Desde então, Israel destruiu vários desses túneis, o mais recente deles no domingo.

Com a nova barreira, os grupos armados palestinos não poderão construir nem usar os túneis, disse um responsável de alto escalão do Exército israelense. "Se dão conta de que a arma estratégica dos túneis subterrâneos na fronteira acabará logo".

Um responsável do Exército quis manter em segredo a profundidade desta barreira, mas assegurou que era "suficientemente profunda" para bloquear os túneis, que podem estar localizados a dezenas de metros debaixo da terra.

Na superfície será erguida uma nova barreira de oito metro de altura sobre a barreira subterrânea, indicou.

No futuro, "a menor tentativa de se infiltrar em Israel por um túnel escavado será detectada e considerada um alvo", disse à imprensa o coronel Jonathan Conricus, porta-voz do Exército, perto da localidade israelense de Kissufim, onde Israel destruiu um túnel em 30 de outubro provocando a morte de 12 membros de grupos armados palestinos.

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