Cidades dos EUA preparam segunda Marcha das Mulheres contra Trump

Nova York, 19 Jan 2018 (AFP) - Dezenas de milhares de pessoas se preparam para se manifestar nas ruas de diferentes americanas em uma segunda Marcha das Mulheres, neste sábado (20), um ano depois do protesto maciço que desafiou Donald Trump logo após sua chegada na Casa Branca.

As organizadoras esperam mobilizar eleitores para a votação de meio de mandato em novembro deste ano, com protestos previstos em mais de 300 cidades do país que acontecem simultaneamente, ao auge dos movimentos contra o abuso sexual #MeToo (Eu Também) e #Time'sUp (Acabou o Tempo).

Em 21 de janeiro de 2017, um dia depois da posse de Trump, mais de três milhões de pessoas participaram da Marcha das Mulheres em todo o país para expressar sua oposição ao novo presidente republicano, segundo estimativas do jornal Washington Post.

A maior manifestação aconteceu em Washington DC, a capital do país, onde um mar de mulheres - e vários homens - vestindo gorros cor de rosa com orelhas de gato, conhecidos como "pussy hats", paralisaram o centro do poder nos Estados Unidos.

Em um jogo de palavras por conta de declarações de Trump dizendo que ele poderia "pegar pela xoxota" (by the pussy, no original em inglês) e com impunidade as mulheres que desejava, os gorros se tornaram um símbolo de oposição ao presidente.

Neste ano, todas as atenções estarão em Las Vegas, no estado de Nevada, onde um francoatirador protagonizou em outubro de 2017 o tiroteio mais fatal da história do país, com 58 mortos e mais de 500 feridos.

O estado de Nevada votou a favor da derrotada candidata democrata Hillary Clinton nas eleições presidenciais e elegeu a primeira senadora latina do país, a democrata Catherine Cortez Masto, neta de um imigrante mexicano.

"O poder das urnas" é o lema do protesto convocado em Las Vegas, que busca aumentar o número de eleitores registrados e envolver mais mulheres nas eleições de meio de mandato de 2018, nas quais um número recorde de candidatas femininas buscará a eleição.

"Em 2018, devemos transformar nosso trabalho em ações diante das eleições de meio de mandato", disse Tamika Mallory, co-presidente da Marcha das Mulheres.

As organizadoras disseram ter escolhido Nevada como o coração de sua segunda marcha porque é um "estado chave para o resultado das eleições que influenciarão o Senado em 2018 e tem uma forte rede de ativistas".

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