Conselho de Segurança da ONU evita condenar Turquia por ataques na Síria

Nações Unidas, Estados Unidos, 22 Jan 2018 (AFP) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas evitou condenar ou elaborar uma declaração conjunta em relação à ofensiva lançada pela Turquia contra uma milícia curda aliada dos Estados Unidos, ao fim de uma reunião mantida nesta segunda-feira (22).

Ao concluir a sessão solicitada de urgência por Paris, o embaixador da França na ONU, François Delattre, manifestou sua "viva preocupação ante a situação no norte da Síria com a escalada em curso".

Também evocou a "situação humanitária trágica causada pelas operações do regime sírio e seus aliados", sobretudo em Idleb e na região da Guta Oriental, à qual nenhum comboio humanitário consegue ter acesso há semanas.

Mas a respeito da ofensiva terrestre lançada no sábado pelas forças turcas em Afrin, cidade do norte da Síria, contra as milícia curdas das Unidades de Proteção do Povo (YPG), Delattre se limitou a pedir "prudência" a Ancara, tal como havia feito no domingo o chefe da diplomacia de seu país, Jean Yves Le Drian.

Esse chamado, disse, foi "amplamente compartilhado pelos países presentes na reunião do Conselho", na segunda-feira.

Nenhum outro representante de países influentes no Conselho de Segurança se expressou a respeito. A representante americana na ONU, Nikki Haley, não participou da rodada de consultas, assinalou uma fonte próxima ao organismo.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, compartilhou de Londres o chamado de Delattre, mas o estendeu a "todas as partes" e reconheceu "o legítimo direito da Turquia" de "se proteger".

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, disse estar "extremamente preocupada" com a operação militar turca, que "poderia minar" um novo ciclo de negociações pela paz na Síria previsto para esta semana em Viena.

Delattre afirmou que a "prioridade" atual é a "unidade dos aliados na luta" contra o grupo Estado Islâmico, e que Afrin "é somente um dos elementos da situação na Síria".

Ancara lançou sua ofensiva depois que a coalizão internacional anti-extremista conduzida por Washington anunciou a criação de uma "força fronteiriça" integrada, entre outros, pelos combatentes curdos, o que suscitou a ira das autoridades turcas.

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