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Mais de mil pessoas deslocadas por violência na Colômbia

Xinhua/Jhon Paz
Integrante da Frente Ernesto Che Guevara, do grupo guerrilheiro ELN, em foto de dezembro de 2017 Imagem: Xinhua/Jhon Paz

22/01/2018 20h58

Mais de mil pessoas foram deslocadas de seus territórios em diferentes regiões da Colômbia por confrontos e ameaças de vários grupos armados em apenas quatro dias, informou a Defensoria do Povo nesta segunda-feira (22).

A entidade, encarregada de zelar pelos direitos humanos, indicou em um comunicado que "mais de 1.000 pessoas (...) tiveram que se deslocar entre 17 e 20 de janeiro devido a acontecimentos violentos" em quatro regiões do país.

Em um primeiro incidente, confrontos entre dissidências das Farc e a guerrilha ELN, que está negociando a paz, no município Magüi Payán, departamento de Nariño (sudoeste), provocaram o deslocamento de 172 pessoas, detalhou a Defensoria.

Em Magüi Payán, 13 combatentes e civis morreram em novembro por choques entre os rebeldes guevaristas e dissidências das Farc, no pior confronto envolvendo civis desde a assinatura do acordo de paz com a guerrilha comunista no final de 2016.

Nesse momento estava vigente o cessar-fogo que o Exército de Libertação Nacional (ELN) tinha pactado com o governo até 9 de janeiro, e a Defensoria considerou os confrontos uma violação do acordo.

Em um segundo incidente, após o assassinato de um líder comunitário em 18 de janeiro, outras 375 pessoas tiveram que fugir de San José de Uré, departamento de Córdoba (noroeste), por ameaças "de membros do grupo denominado 'Caparrapos' e pelos iminentes confrontos entre estes e as Autodefesas Gaitanistas da Colômbia (AGC)", uma grupo narco de origem paramilitar, alertou a Defensoria.

Em Antioquia (noroeste), 383 pessoas abandonaram o município de Cáceres e 125 o de Caucasia em 19 de janeiro pela "presença de homens armados" que anunciaram aos locais que entrariam em confronto com outro grupo.