Presidente do Equador chama de "ato terrorista" ataque a quartel

Quito, 27 Jan 2018 (AFP) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, classificou de "ato terrorista" do narcotráfico o ataque com carro-bomba contra um quartel policial, localizado na fronteira com a Colômbia, e que deixou 23 feridos leves neste sábado.

"É um ato terrorista ligado a quadrilhas de narcotraficantes que foram afetadas pelas forças de segurança do Estado equatoriano. Não vamos permitir que nos amedrontem", escreveu Moreno em sua conta do Twitter.

O presidente decretou o estado de exceção nos municípios de Eloy Alfaro e San Lorenzo, onde vivem cerca de 56.000 pessoas, "a fim de fortalecer a segurança dos cidadãos e da fronteira".

De acordo com a Constituição, o estado de exceção permite ao presidente recorrer às forças armadas e à polícia, ordenar o fechamento das fronteiras, estabelecer como zona de segurança todo a parte do território nacional.

A Procuradoria do Equador disse em sua conta do Twitter que investiga o suposto "atentado com carro-bomba e os possíveis autores".

Cerca de 95% da infraestrutura do quartel da localidade de San Lorenzo, na fronteira com a Colômbia, foi afetado. Além disso, "foram registradas 63 moradias afetadas e foram atendidas 24 pessoas com ferimentos leves, nenhuma hospitalizada", apontou o Ministério do Interior na mesma rede social.

Pelo menos 38 casas deverão ser evacuadas pelos danos causados no suposto atentado, um ato que não é frequente no Equador.

A explosão ocorrida na madrugada do sábado afetou a parte de trás do quartel, onde funcionavam o refeitório e o dormitório dos policiais.

"Aproximadamente à 01H30 da manhã se recebe o alerta e se escuta a explosão de um artefato", declarou à rádio pública equatoriana o coronel William Martínez, chefe do destacamento de San Lorenzo.

Ele acrescentou que após as inspeções realizadas pela equipe de criminalística "se pode determinar que é um carro-bomba. Tal veículo foi abandonado com explosivos e (ficou) praticamente destroçado".

San Lorenzo é uma área convulsa com forte presença policial e militar por sua proximidade com a fronteira.

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