Partido de oposição venezuelano consegue assinaturas para reinscrição

  • Foto: FEDERICO PARRA / AFP

    A AD (Ação Democrática), que dominou a política venezuelana até a chegada de Hugo Chávez ao poder em 1999, reuniu as assinaturas necessárias para disputar as eleições

    A AD (Ação Democrática), que dominou a política venezuelana até a chegada de Hugo Chávez ao poder em 1999, reuniu as assinaturas necessárias para disputar as eleições

Um dos dois principais partidos de oposição na Venezuela conseguiu reunir assinaturas suficientes para sua reinscrição e para disputar as eleições presidenciais, mas o outro precisará fazer uma nova tentativa no próximo fim de semana.

A Ação Democrática (AD), que dominou a política venezuelana até a chegada de Hugo Chávez ao poder em 1999, reuniu no fim de semana as assinaturas necessárias, informou no domingo seu líder, Henry Ramos Allup, que já manifestou o desejo de disputar a presidência.

"O regime fracassou em sua tentativa de nos tirar do jogo porque fizemos exatamente o contrário do que queria e saímos em massa para validar a Ação Democrática", escreveu Ramos Allup.

O partido Primeiro Justiça (PJ), do ex-candidato à presidência Henrique Capriles, não conseguiu coletar as assinaturas necessárias e convocou a militância para uma nova tentativa nos dias 3 e 4 de fevereiro.

O PJ acusou "atrasos" e poucas máquinas nos pontos destinados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que a oposição acusa de trabalhar a favor do chavismo.

A Assembleia Constituinte adiantou para antes de 30 de abril as eleições presidenciais, nas quais Nicolás Maduro tentará a reeleição.

A Constituinte ordenou a reinscrição de vários partidos de oposição que ficaram à margem das eleições municipais em dezembro do ano passado, argumentando fraude na eleição de governadores em outubro.

Os partidos precisavam reunir as assinaturas de 0,5% dos inscritos no registro eleitoral em metade dos estados do país. Quase 19 milhões de eleitores estão registrados para votar.

Na quinta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) ordenou a exclusão do processo de reinscrição da aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), que inclui os dois partidos, além da Vontade Popular, liderado por Leopoldo López - em prisão domiciliar - e outros movimentos.

O Vontade Popular também deveria reinscrever o partido, mas decidiu não seguir a medida.

A oposição, dividida e com seus principais líderes - López e Capriles - com os direitos políticos cassados, não sabe como vai encarar as eleições presidenciais antecipadas.

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