Trump pedirá unidade nacional em discurso sobre estado da União

Washington, 31 Jan 2018 (AFP) - O presidente americano, Donald Trump, fará nesta terça-feira (30) um chamado à unidade nacional durante seu discurso sobre o estado da União, perante as duas Câmaras do Congresso, segundo trechos da mensagem divulgados pela Casa Branca.

"Quero falar-lhes do tipo de futuro que teremos e que tipo de nação seremos. Todos nós, juntos, como uma equipe, uma pessoa, uma família americana", dirá o presidente em seu discurso às duas Câmaras do Congresso.

O presidente acrescentará em seu discurso que, tendo em mente este objetivo desde que chegou à Casa Branca, tem "buscado restabelecer os laços de confiança entre nossos cidadãos e governo".

Segundo trechos de sua fala, antecipados à imprensa pela Casa Branca, Trump dirá aos americanos que seu governo está construindo um país "seguro, forte e orgulhoso".

Em sua mensagem, o presidente se propõe a afirmar que este "é o novo momento americano. Nunca antes houve melhor momento para começar a viver o sonho americano".

Este será o primeiro discurso sobre o estado da União de Trump e o presidente aproveitará a ocasião para defender os feitos de seu primeiro ano no governo e traçar as prioridades para 2018.

O presidente já havia feito, em fevereiro de 2017, um discurso perante as duas Câmaras, mas na ocasião tinha apenas três semanas no governo e, portanto, sua fala não teve o caráter formal que terá nesta terça-feira.

Além destes trechos antecipados pelo Executivo, Trump deverá se referir à urgência de aprovar uma reforma migratória, delineará sua política externa e fará referência à nova política de comércio exterior adotada por sua gestão.

- "Muito a fazer" contra o EI -Ainda segundo os trechos divulgados pela Casa Branca, Trump advertirá que há "muito a fazer" para derrotar o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"A coalizão para derrotar o EI libertou quase 100% do território que uma vez tiveram estes assassinos no Iraque e na Síria. Mas há muito mais trabalho a fazer", dirá o presidente.

"Continuaremos lutando até que o EI seja derrotado", dirá o presidente, que aproveitará para ressaltar o que considera ter sido um erro de seu antecessor, Barack Obama, no Iraque.

Tropas americanas estiveram no Iraque desde 2003, quando o então presidente, George W. Bush, ordenou que depusessem o ditador Saddam Hussein e terminaram lutando contra uma insurgência.

Oito anos depois e com os eleitores americanos cansados deste conflito, Obama retirou o restante das forças, acreditando que as tropas locais treinadas pelos Estados Unidos estavam prontas para defender o que havia sido alcançado.

Mas em 2014, o que restou da facção local da rede extremista Al Qaeda renasceu, convertido no grupo extremista EI e se apoderou de parte do Iraque e do leste da Síria, castigada por uma guerra civil.

As tropas americanas retornaram à região para ajudar às forças iraquianas e curdas e, com o apoio de uma coalizão mundial, expulsaram no ano passado o EI de seu reduto sírio de Raqa.

Alguns em Washington argumentaram que as tropas americanas deveriam voltar para casa e que não se aplica mais a decisão do Congresso, de 2001, que autorizou combater a Al Qaeda após os atentados de 11 de setembro daquele ano.

Mas o governo Trump acredita que as 2.000 forças especiais americanas e as tropas de apoio na Síria poderiam ajudar a contrabalançar o regime de Bashar al Assad e seus partidários iranianos.

E advertem que se o contingente americano se retirar cedo demais, o grupo EI, ou outro sucessor jihadista, poderia surgir das ruínas de Raqa ou Mossul para substituí-lo.

"A experiência nos ensinou que a complacência e as concessões só convidam à agressão e à provocação", dirá Trump esta noite durante o discurso do estado da União.

"Não vou repetir os erros de administrações passadas, que nos levaram a esta posição perigosa", acrescentará, de acordo com a Casa Branca.

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