Justiça venezuelana ordena prisão de diretores de petroleiras

Caracas, 31 Jan 2018 (AFP) - A Procuradoria venezuelana ordenou a prisão por corrupção de sete diretores de companhias que exploram a maior reserva petrolífera do país, informou nesta quarta-feira (31) a chefe do organismo, Tarek William Saab.

O Ministério Público os acusa de "maquiar os números de produção de petróleo". Eles também são acusados de adquirir bens e serviços com "sobrepreços".

Lorenzo del Valle Aguilera, diretor-adjunto da Faixa Petrolífera do Orinoco, se encontra entre os diretores com ordens de apreensão

Entre os acusados estão Pedro Coronil e Jesús Figueroa, presidentes das empresas venezuelanas Petropiar e Petrocedeño, respectivamente, associadas da estatal PDVSA no território que abriga 90% das reservas do país, as maiores do mundo. Os demais são gerentes.

Desde agosto passado, quando foi designado pela Assembleia Constituinte que rege no país como um suprapoder, Saab iniciou investigações por corrupção levou à prisão de 80 diretores de PDVSA e companhias associadas, lembrou nesta quarta-feira.

O procurador vincula igualmente essa trama ao ex-presidente da PDVSA Rafael Ramírez, homem de confiança de Hugo Chávez e de oposição a Maduro. Na última quinta-feira, a Procuradoria pediu à Interpol que emitisse uma ordem de prisão contra o ex-diretor.

Analistas relacionam as investigações de Saab com uma disputa interna no chavismo.

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