Casa Branca ameaça vetar projeto bipartidário para imigração

Washington, 15 Fev 2018 (AFP) - A Casa Branca disse nesta quinta-feira (15) que vai aconselhar o presidente Donald Trump a vetar o projeto bipartidário de imigração, pressionando o Senado dos Estados Unidos, que busca um acordo para proteger jovens imigrantes da deportação.

A proposta de acordo, que dá a 1,8 milhão de imigrantes "dreamers" o caminho para obter a cidadania e aumenta a segurança nas fronteiras, parece estar ganhando adeptos no Senado, embora Trump tenha defendido energicamente seu próprio projeto de lei, similar nestes pontos, mas que ainda restringe a imigração legal.

O projeto bipartidário, apresentado por oito republicanos e oito democratas, "mudaria drasticamente nossa política nacional de imigração para pior, debilitando a segurança nas fronteiras e socavando a lei de imigração existente", disse em comunicado a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

"Se fosse apresentado ao presidente um projeto de lei que incluísse essa emenda, seus assessores lhe recomendariam o veto", acrescentou.

A ameaça de vetar é um balde de água fria para o que foi descrito por alguns republicanos como a proposta de imigração mais viável no Senado - onde os membros lutam para aprovar um projeto antes do fim desta semana.

A questão central é qual projeto pode receber 60 votos - o mínimo para a legislação avance no Senado, que tem 100 membros, dos quais 51 são republicanos.

"Esse é o único projeto de lei que se ocupa de questões de imigração com amplo apoio bipartidário", disse à imprensa a senadora republicana Susan Collings, fundadora da "Coalizão pelo Senso Comum", que elaborou a medida.

A Casa Branca alertou que o projeto de lei de Collins impede a execução de ações legais contra pessoas que entrem no país antes de junho de 2018, o que "produziria uma avalanche de novos imigrantes ilegais nos próximos meses".

"O governo se compromete a encontrar uma solução permanente, justa e legal para o Daca", acrescentou Sanders. "Mas esta emenda só agravaria o problema".

O futuro do 1,8 milhão de jovens que chegaram ilegalmente ao território americano ainda eram crianças é incerto desde que Trump cancelou o programa Daca em setembro de 2017 e deu ao Congresso prazo até 5 de março para um acordo definitivo sobre o destino de seus beneficiários.

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