Irmãos são presos em Nova York, acusados de fabricar explosivos

Nova York, 16 Fev 2018 (AFP) - Um ex-professor e seu irmão gêmeo foram detidos nesta quinta-feira (15) em Nova York, acusados de posse de explosivos, após uma ameaça de bomba contra uma escola de Manhattan, em dezembro. informaram fontes oficiais.

Christian e Tyler Toro, de 27 anos, alegaram inocência e foram levados presos, acusados de estocar material explosivo e fabricar dispositivos com potencial destrutivo em sua residência no Bronx.

Pelo menos dois estudantes de uma escola do Harlem visitaram sua casa, onde Christian pagou US$ 50 a hora para abrir fogos de artifício, extrair e colocar a pólvora em recipientes, denunciaram os promotores.

"Não há ameaça iminente direcionada à cidade de Nova York neste momento", disse o prefeito Bill de Blasio durante uma coletiva noturna.

"Nem estes dois indivíduos estiveram no nosso radar antes disso, nem tinham qualquer registro criminal", disse John Miller, delegado adjunto de Inteligência e Contra-terrorismo da Polícia de Nova York.

As investigações começaram em 4 de dezembro de 2017, depois de uma ameaça contra uma escola de ensino médio no Harlem, depois do que um aluno foi detido e Christian Toro, então professor da instituição, renunciou.

Quando Tyler devolveu o laptop de trabalho do irmão à escola, descobriu-se que o computador continua instruções sobre fabricação de explosivos.

Em uma busca realizada no quarto que os dois irmãos dividiam, autoridades disseram ter encontrado 15 quilos de material para fabricar explosivos, como óxido de ferro, pó de alumínio, nitrato de potássio, bem como uma caixa de papelão contendo fogos de artifício.

Também foi encontrado um diário com anotações sobre uma "Operação Flash" e uma ficha com as palavras "sob a lua cheia, os pequenos conhecerão o terror".

Segundo a Polícia, a finalidade do material encontrado ainda não foi esclarecida.

Os irmãos foram acusados de fabricar ilegalmente um dispositivo destrutivo, o que pode resultar em uma pena máxima de dez anos de prisão.

Christian também foi acusado de distribuir material explosivo a menores, também passível de punição com dez anos de prisão.

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