Lagarde: FMI está atento aos efeitos da reforma fiscal nos EUA

Paris, 17 Fev 2018 (AFP) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse neste sábado (17) estar atenta às consequências da reforma fiscal aprovada em dezembro pelo Congresso dos Estados Unidos, em particular se provocar uma alta das taxas que possa afetar a economia mundial.

"Do nosso ponto de vista, temos que estar atentos ao que acontece, em particular nos Estados Unidos", respondeu Lagarde, em entrevista à emissora de rádio France Inter, ao ser questionada sobre as recentes quedas dos mercados, o que apresentou como uma correção "inevitável".

Ela considerou que essa reforma fiscal "vai operar como uma espécie de estímulo sobre a situação econômica atual" nos Estados Unidos, país que já registra um crescimento "forte", em um momento em que os mercados temem um retorno da inflação possa causar uma alta das taxas.

"Podemos nos perguntar se não provocará, efetivamente, um aumento de salários, um aumento de preços - portanto, de inflação - e se, por consequência, não podemos ver uma reação das autoridades monetárias, especialmente na forma de um aumento um pouco mais rápido, ou um pouco mais frequente, das taxas. Isso provocaria (...) efeitos no conjunto das economias mundiais, especialmente nas economias fortemente endividadas", advertiu.

Lagarde não quis, porém, comparar a situação atual com a que precedeu a quebra do banco americano Lehman Brothers, há dez anos.

"Não estamos, em absoluto, em uma situação pré-crise como no verão de 2008", garantiu.

Em meados de dezembro, o Congresso americano aprovou uma reforma fiscal que prevê uma redução de impostos para as empresas de 35% para 21% nos Estados Unidos.

arz-jmi/tq/mml/acc.

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