Supremo dos EUA rejeita confiscar antiguidades iranianas de museu

Washington, 21 Fev 2018 (AFP) - A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta quarta-feira um pedido de cidadãos americanos feridos em um atentado suicida a bomba em Israel em 1997, que exigiam o confisco de antiguidades iranianas de um museu de Chicago como indenização.

A sentença pôs fim a uma longa batalha legal de nove americanos que queriam que o Irã lhes pagasse uma indenização por seu apoio ao grupo palestino Hamas, que reivindicou o ataque a bomba que os feriu.

A decisão confirmou outra anterior do tribunal de apelação de que as milhares de barras de argila de 2.500 anos de antiguidade, emprestadas ao Instituto Oriental da Universidade de Chicago, não podiam ser confiscadas, porque o Irã não as estava utilizando com fins comerciais.

O grupo tinha processado com êxito o Irã por 71,5 milhões de dólares em um tribunal federal americano, mas a república islâmica tem poucos bens congelados nos Estados Unidos, de modo que os demandantes recorreram às antigas barras de Persépolis como potencial fonte de indenização.

O caso refletiu a dificuldade das vítimas para obter indenização dos Estados considerados por Washington como partidários do terrorismo.

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