Após veto russo, EUA e aliados condenam Irã por mísseis no Iêmen

Nações Unidas, Estados Unidos, 28 Fev 2018 (AFP) - Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha "condenaram" nesta terça-feira (27) o Irã por ter violado o embargo de armas imposto pela ONU ao Iêmen, em um comunicado publicado no dia seguinte ao veto russo a uma resolução que denunciava Teerã.

Em um relatório elaborado por especialistas da ONU, o Irã era apontado como culpado por não ter tomado as medidas necessárias para impedir a entrega de mísseis e drones de fabricação iraniana aos rebeldes huthis do Iêmen, embora não reconhecessem os responsáveis por este envio.

Para Washington, Londres, Paris e Berlim, o responsável claramente é Teerã, enquanto para Moscou não há provas que justifiquem uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que abra o caminho para novas sanções contra o Irã, que repudia as acusações de fornecer armas aos huthis.

Os países ocidentais, por ocasião da renovação anual do embargo de armas ao Iêmen, tentaram incriminar Teerã no texto, que finalmente foi vetado pela Rússia.

"Saudamos o informe final" dos especialistas, publicado em 15 de fevereiro, destacam os países ocidentais no comunicado difundido pela missão diplomática americana na ONU.

"Expressamos conjuntamente nossa grande preocupação" por suas conclusões e "condenamos a não aplicação" das obrigações de Teerã, "que põem em grave perigo a paz e a estabilidade na região", disseram em um comunicado.

"Há três anos, o comportamento dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Conselho de Segurança da ONU é prejudicial e equivale a legitimar os agressores no Iêmen", respondeu o ministério iraniano das Relações Exteriores em um comunicado.

No comando de uma coalizão militar árabe, Riad realiza desde março de 2015 bombardeios regulares no Iêmen contra os rebeldes huthis apoiados por Teerã, que entraram na capital Sanaa em setembro de 2014.

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