Ex-presidente guatemalteco e chefe da Oxfam processados por corrupção

Cidade da Guatemala, 1 Mar 2018 (AFP) - Um juiz guatemalteco ordenou, nesta quinta-feira, abrir um processo penal por suspeitas de corrupção em um projeto de transporte público contra o ex-presidente detido Álvaro Colom (2008-2012) e a maioria de seu gabinete, entre eles um ex-ministro, alto funcionário da Oxfam.

José Eduardo Cojulún, titular do Tribunal Décimo Primeiro de Primeira Instância Penal, decidiu em uma audiência abrir o processo contra Colom e seus ex-funcionários por ter encontrado elementos para que sejam investigados por supostas anomalias no sistema pré-pago para o serviço TransUrbano por 35 milhões de dólares.

"Existem indícios" para o auto de acusação contra os sindicados sujeitos a aprovar um acordo de governo que foi o "trampolim e suporte legal" para fazer o pagamento dos recursos, indicou Cojulún.

Além de Colom e do ex-ministro de finanças Juan Alberto Fuentes, presidente da junta de supervisores da Oxfam Internacional, os envolvidos são Salvador Gándara (Interior), Ana Ordóñez (Educação), Abraham Valenzuela (Defesa), Edgar Rodríguez (Trabalho), Erasmo Velásquez (Economia), Celso Cerezo (Saúde), Jerónimo Lancerio (Cultura), Luis Ferraté (Ambiente), Alfredo Pokus (Energia), Mario Aldana (Agricultura) e Gustavo Alejos (secretário privado).

Cojulún decidiu que todos devem enfrentar o processo por fraude, mas acrescentou o delito de peculato contra Colom e Fuentes por terem "conhecimento direto" da aprovação do acordo.

Também foi incluído o delito de lavagem de dinheiro contra Alejos, um empresário apontado em outros casos de corrupção.

A procuradoria apresentou a acusação em janeiro passado no momento da captura de Colom, de 66 anos, e de quase toda a sua equipe de governo. Após avançar nas investigações, espera-se que Cojulún decida se levará o caso a julgamento.

Na véspera ,o ex-ministro de Agricultura Aldana se apresentou voluntariamente aos tribunais, ao pesar uma ordem de captura contra ele, e por enquanto estão foragidos o ex-titular de Comunicações Luis Alejos e o empresário Luis Gómez.

A procuradora-geral, Thelma Aldana, indicou que os ex-funcionários "saltaram" vários procedimentos e estudos legais para favorecer os empresários de transporte agrupados em uma associação para "enganar a administração pública".

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