As ações protecionistas de Trump

Washington, 2 Mar 2018 (AFP) - As tarifas de importação sobre o aço e o alumínio que o presidente americano Donald Trump prometeu adotar na próxima semana próxima integram o grupo de decisões e planos protecionistas que caracterizam seu governo.

A seguir um resumo das ações do governo Trump:

- Aço e alumínioO Departamento do Comércio concluiu em fevereiro que os setores americanos de alumínio e aço, considerados estratégicos, sofre com a concorrência estrangeira desleal, o que pode atingir a segurança nacional por afetar a área de defesa.

O Departamento propôs a Trump penalizar todas as importações de alumínio e aço, taxar apenas as de alguns países ou impor cotas.

Na quinta-feira, Trump anunciou que a partir da próxima semana serão adotadas tarifas de importação de até 25% para o aço e de 10% para o alumínio, sem especificar os países que serão afetados.

- Ruptura do TPP Em 23 de janeiro de 2017, três dias depois de tomar posse como presidente, Trump retirou os Estados Unidos do acordo de livre comércio TPP, que seu antecessor Barack Obama havia assinado com outros 11 países da região Ásia-Pacífico.

O tratado exclui deliberadamente a China e representaria o maior espaço de livre comércio do mundo, mas Trump o considerou lesivo para os Estados Unidos e ordenou a desvinculação.

Nas últimas semanas, no entanto, Trump pareceu minimizar sua oposição radical e afirmou que Washington poderia retornar no caso de condições melhores.

Os 11 países do TPP, no entanto, decidiram prosseguir sem Washington e na próxima semana assinarão em Santiago uma nova versão do tratado.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, admitiu que teve conversas de "alto nível" sobre o TPP.

- Renegociação com a Coreia do Sul No fim de julho foi anunciada revisão do tratado comercial bilateral dos Estados Unidos com a Coreia do Sul, assinado em 2012 e que Trump chamou de "muito ruim" porque, na sua opinião, beneficia mais o sócio.

As renegociações começaram em janeiro.

Em 2017 a Coreia do Sul foi o sexto maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás da Alemanha e à frente de Grã-Bretanha e França.

- Renegociação do NaftaTrump considera "nefasto" o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), com México e Canadá , em vigor desde 1994 e exigiu uma renegociação.

As negociações começaram em agosto do ano passado e estão em curso. O acordo está em perigo porque Trump ameaçou desvincular-se do tratado caso não sejam atendidas as exigências que enfrentam resistência do México e do Canadá.

- Múltiplas investigações e sançõesO Departamento do Comércio abriu investigações sobre vários produtos suspeitos de entrar nos Estados Unidos por meio de práticas comerciais desleais.

A lista inclui, entre muitos produtos, máquinas de lavar sul-coreanas, painéis solares chineses, azeitonas espanholas, papel canadense, folhas de alumínio chinesas e biodiesel da Argentina e Indonésia.

Da posse de Trump, em 20 de janeiro de 2017, até 26 de fevereiro passado, o Departamento do Comércio abriu 102 investigações par a aplicação de direitos compensatórios ou antidumping, o que significa 92% a mais que no período anterior.

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