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Separatistas catalães querem empossar presidente na quinta-feira

21/03/2018 20h59

Barcelona, 21 Mar 2018 (AFP) - O presidente do Parlamento catalão convocou nesta quarta-feira (21) um plenário para a tarde de quinta para empossar como novo presidente da região o separatista Jordi Turull, em risco de inabilitação por supostas rebelião e sedição (insurreição).

"Anuncio-lhes que convoco o debate de posse do deputado Jordi Turull i Negre para amanhã, 22 de março, às 05h da tarde (13H00 de Brasília)", disse, em curta declaração, Roger Torrent, após uma acelerada rodada de consultas telefônicas com os diferentes líderes parlamentares.

"Uma honra imensa. Se o plenário do Parlamento me der sua confiança, trabalharei sem descanso pelo progresso e a proteção dos 7,5 milhões de catalães", disse o novo candidato no Twitter.

Os acontecimentos se precipitaram depois que o juiz do Tribunal Supremo, encarregado de investigar a tentativa de secessão catalã de outubro passado citou Turull como ex-porta-voz do governo regional para informar-lhe que seria processado junto a outros cinco dirigentes separatistas.

Investigado por rebelião e sedição, o candidato está em liberdade provisória, após passar um mês preso preventivamente e na sexta-feira poderia voltar a ser encarcerado, o que dificultaria sua eleição.

Após as eleições de dezembro, os separatistas obtiveram a maioria absoluta no Parlamento regional, mas a Justiça lhes impediu empossar os dois primeiros candidatos, o ex-presidente instalado na Bélgica Carles Puigdemont e o ativista preso, Jordi Sánchez.

Suspenso da Presidência catalã pelo governo espanhol, após a declaração de independência de 27 de outubro, Puigdemont renunciou, em março, a ser escolhido, depois que o Tribunal Constitucional proibiu sua eleição se antes não se entregasse perante o juiz que o investiga por rebelião e sedição.

Sánchez, encarcerado desde meados de outubro por seu papel na tentativa de secessão como ex-presidente da influente associação separatista ANC, retirou sua candidatura nesta quarta-feira, depois que o Supremo impediu sua saída temporária da prisão para ser escolhido.

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