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Estudantes da Flórida vão a Washington protestar contra armas

22/03/2018 16h55

Miami, 22 Mar 2018 (AFP) - Centenas de estudantes do sul da Flórida partiram nesta quinta-feira (22) rumo a Washington para participar, no sábado, da "Marcha por nossas vidas", ponto alto do movimento contra as armas avivado após o massacre de 17 pessoas na cidade de Parkland.

Segurando cartazes com mensagens como "o mundo muda com seu exemplo, não com a sua opinião", um grupo de jovens com a blusa da escola Marjory Stoneman Douglas, de Parkland, - onde ocorreu o ataque a tiros em 14 de fevereiro - embarcou em um voo para a capital do aeroporto de Fort Lauderdale.

Ao longo do dia, outros grupos de estudantes de Parkland tinham previsto viajar de avião ou de ônibus para se somarem à manifestação, que deve reunir milhares de pessoas em Washington.

Além disso, o site da "Marcha por nossas vidas" registrava até esta quinta-feira 837 "marchas solidárias" nos Estados Unidos e no exterior.

"Esse será um verdadeiro momento de mudança no país", declarou David Allen, no aeroporto antes de partir, ao canal 7 News de Miami. "Acho que será tomada uma decisão sobre um maior controle de armas".

Dois ônibus de escolas de zonas de baixos recursos de Miami também saíram na madrugada desta quinta-feira, e outro ônibus tinha previsto sair na tarde desta quinta da escola Marjory Stoneman Douglas.

Carlos Rodríguez, um dos estudantes que sobreviveu ao ataque a tiros, se preparava para embarcar neste ônibus com sentimento conflitantes.

"A marcha não aconteceria se não tivesse acontecido o ataque a tiros na minha escola, por isso será um momento duro", disse à AFP o jovem de 17 anos.

"Mas quando chegar vou sentir orgulho de ser um dos estudantes que começou este movimento e que está participando com outros alunos dos Estados Unidos por uma mesma causa".

Rodríguez se preparava para filmar um vídeo sobre o Dia de São Valentim para seu canal no YouTube, "Carlitos Swaggy Way", quando Nikolas Cruz, de 19 anos, abriu fogo com seu fuzil de assalto AR-15.

Cruz foi detido quando tentava fugir e em 14 de março por recebeu 17 acusações de homicídio premeditado e 17 de tentativa de homicídio pelos 17 mortos e 17 feridos deixados pelo massacre. Seu julgamento, no qual a Promotoria pede a pena de morte, pode começar em maio.

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