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Veja os atentados ocorridos na França desde 2015

23/03/2018 11h20

Paris, 23 Mar 2018 (AFP) - Um homem que disse atuar em nome do grupo extremista Estado Islâmico (EI) fez reféns nesta sexta-feira em um supermercado de Trèbes, perto Carcassonne, sul da França.

A seguir uma lista de atentados fatais executados na França desde 2015.

- 2015 -- 13 de novembro: A França sofreu os piores atentados de sua história, que envolveram, pela primeira vez, homens-bomba. Os atentados atingiram, em Paris, a casa de shows Bataclan, vários bares e restaurantes do centro da capital, assim como os arredores do Stade de France, situado mais ao norte, em Saint-Denis. Um total de 130 pessoas morreram, principalmente jovens, e mais de 350 ficaram feridas. O EI reivindicou os ataques.

- 26 de junho: Yassin Salhi matou e decapitou seu chefe Hervé Cornara antes de tentar atingir a fábrica Air Products de Saint-Quentin-Fallavier (sudeste), ao avançar com sua caminhonete com cilindros de gás. Ele foi detido.

- 7-9 de janeiro de 2015: Os irmãos Said e Cherif Kouachi mataram 12 pessoas em 7 de janeiro na sede da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris. Entre as vítimas estavam o diretor da publicação, vários de seus renomados cartunistas e dois policiais.

Após dois dias foragidos, as forças de segurança executaram os atacantes, entrincheirados em uma empresa nos arredores da capital.

Em 8 de janeiro, Amedy Coulibaly matou um policial e feriu um agente municipal em Montrouge, ao sul do País. E, um dia depois, fez reféns os clientes e funcionários de um supermercado de alimentos judaicos da capital francesa, matando quatro deles. Os agentes o mataram durante o ataque, pouco depois da morte dos irmãos Kouachi.

Os irmãos Kouachi afirmavam integrar a rede Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), Amedy Coulibaly o EI.

- 2016 -- 26 de julho: o padre Jacques Hamel, de Saint-Etienne-du-Rouvray, norte da França, é degolado em sua paróquia por dois jihadistas, Abdel Malik Petitjean e Adel Kermiche, depois abatidos pela polícia. O assassinato foi reivindicado pelo EI.

- 14 de julho: o tunisiano Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, 31 anos, avança contra a multidão com um caminhão pouco antes de um espetáculo de fogos de artifício durante o feriado nacional em Nice (sudeste). O ataque matou 86 pessoas e feriu 400. Lahouaiej-Bouhlelfue foi morto pela polícia e o atentado foi reivindicado pelo EI.

- 13 de junho: Um extremista de 25 anos matou um policial em Magnanville, ao nordeste de Paris, na porta de sua casa, e a companheira deste último no interior da residência. Agentes da unidade de elite da polícia francesa executaram Larossi Abdalla, que havia reivindicado sua ação nas redes sociais em nome do EI.

- 2017-- 1 de outubro: um tunisiano de 29 anos, Ahmed Hanachi, matou duas mulheres diante da estação Saint-Charles de Marselha (sul) aos gritos de "Alá Akbar" ("Alá é grande") antes de ser morto por militares. O EI reivindicou o ataque.

- 20 de abril: Em Paris, o policial Xavier Jugelé foi morto a tiros e outros dois agentes foram feridos em Champs Elysées por Karim Cheurfi, um ex-detento de 39 anos que foi morto pela polícia. O EI reivindicou o atentado.

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